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domingo, 30 de abril de 2017

Será que meu cachorro tem calazar?




Calazar em cães é um sinônimo para leishmaniose visceral canina. Trata-se de uma doença parasitária, que é transmitida pela picada de um mosquito infectado. Esse mosquito é a fêmea da espécie Lutzomia longipalpis, popularmente conhecido por “mosquito-palha”.

O calazar em cães é uma doença grave, de curso lento e crônico. Normalmente cães sadios são infectados, diferentemente de quando nós, humanos, somos infectados. No caso da infecção em humanos, normalmente os mosquitos “escolhem” pessoas com a imunidade mais fraca, como crianças, pessoas idosas e pessoas doentes.

Até hoje não existe uma cura 100% garantida no tratamento em cães para essa doença, mas os tratamentos podem oferecer melhor qualidade de vida e mais longevidade aos animais afetados. Os cuidados do tratamento exigem atenção especial do dono para com o animal, e também no ambiente em que o cachorro vive.O período de incubação, depois de o animal ser infectado, pode variar de 2 meses a 6 anos, normalmente.






SINTOMAS NO CÃO:

Problemas de pele e pelo, como: dermatite seborreica, feridas na ponta das orelhas e na ponta do focinho, falta de pelo ao redor dos olhos;Emagrecimento Sangramento nasal ou oral;Apatia;Problemas nos olhos;Crescimento exagerado das unhas;Febre;Possível crescimento do abdômen por causa do aumento de órgãos, como o baço e o fígado;Problemas renai
COMO PREVENIR: Existem alguns métodos para se prevenir o calazar, através da vacina, com o uso de coleiras especiais e repelentes. O mosquito transmissor é um inseto bem pequeno que costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição, como lixeiras e depósitos de lixo. Uma maneira fácil de se evitar a proliferação desse mosquito é não acumular lixo, nem deixar lixeiras abertas, sem uma tampa de proteção.Outro cuidado a ser tomado é, se você mora numa área possivelmente endêmica, você pode consultar um médico veterinário para saber se existem áreas de perigo. Mantenha o canil, ou a área em que o seu cachorro fica, sempre telado e livre de mosquitos com o uso de repelentes. O uso de repelentes e inseticidas deve ser feito e orientado por um profissional, a fim de evitar o risco de envenenar seu animal de estimação.

Parece que existe também um risco de transmissão da leishmaniose visceral em campanhas de vacinação. Preste muita atenção, repare se a agulha utilizada na vacinação é trocada a cada aplicação. Caso prefira, leve uma seringa nova na hora da vacinação, para se certificar de que seu cão será vacinado com uma seringa nova, sem risco de contaminação.



Tratamento



O tratamento do calazar em cães ainda é muito polêmico. Enquanto órgãos de saúde pública recomendam a eutanásia de cães detectados com calazar, novos tratamentos têm surtido cada vez mais efeitos positivos. É importante frisar que o tratamento não cura o cão da doença, mas aumenta o tempo de vida do animal e ameniza os sintomas da doença, fazendo com que ele tenha melhor qualidade de vida.

Mesmo aliando os cuidados para se repelir mosquitos ao tratamento, ainda há a possibilidade de transmissão. Mesmo sendo tratados, os sintomas são amenizados e eliminados, mas o animal continua portador. O tratamento para o calazar ainda é normalmente caro e prolongado, exigindo do responsável ou dono do cachorro infectado um compromisso muito grande. Para nós, que amamos nossos bichos de estimação, quando o assunto é melhorar a qualidade de vida deles, não medimos esforços. Tudo é válido para salvar a vida do bichinho que amamos e consideramos parte da família.





Quando em tratamento, além do uso de drogas específicas, o animal deve ser clinicamente avaliado a cada dois meses, sendo feitos controles através de exames laboratoriais e consultas. É importante frisar que o calazar não é contagioso de cachorros para homens, nem de cachorros para cachorros.

Cuide bem do seu cachorro, afinal, ele é seu melhor amigo. Mantenha sempre limpo o lugar em que ele fica, dorme, come e brinca. Nunca deixe sacos de lixo nem lixeiras ao seu alcance. Leve seu cachorro regularmente ao veterinário, sempre tendo certeza de que ele está saudável e feliz.
Alan Calvet é Professor e Biólogo com experiência em saúde pública e zoonoses



Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/calazar-caes/


sexta-feira, 24 de março de 2017

Controle Biológico da Dengue : Peixe barrigudinho




O lebiste ou guppy é originário da América do Sul e Central, mais precisamente de estuários localizados em Barbados, Trinidad Tobago, Venezuela, Guianas e porção norte do Brasil. Conhecidos também por Peixe Arco-íris, Barrigudinho, Bandeirinha e Sarapintado encontram-se hoje espalhados por todo o mundo. Antes de ser classificado cientificamente como Poecilia reticulata, o Lebiste já foi conhecido por Girardinus guppyi e Lebistes reticulatus. O nomeGuppy é na verdade o sobrenome de Robert J.L Guppy que foi homenageado pelo naturalista inglês Guenther, que recebeu de Robert os primeiros peixes coletados na América Central no ano de 1860. Já o nome popular Lebiste deriva do gênero Lebistes ao qual pertencia. Pertence a família dos Poecilidae (Poecilídeos) da qual também fazem parte Molinésias, Platys e Espadas.
Conhecido como lebiste selvagem ou barrigudinho, o peixe é bem pequeno: mede apenas quatro centímetros, mas revelou-se uma arma importante no combate à dengue. Ele se alimenta das larvas deixadas pelo mosquito e interrompe o ciclo de reprodução do inseto. Na cidade, a prefeitura despeja o animal em piscinas sem uso e em tanques, onde não é possível larvecidas.








Peixe é usado como alternativa no combate à
dengue em Alfenas (MG) (Foto: Reprodução EPTV)

"Ele é um animal que realmente se alimenta dessas larvas e pulpas. A vida dele, por exemplo, é em torno de um ano e meio, dois anos. É um animal pequeno, tem poucos centímetros, são 2, 3, 4 centímentos no máximo, no caso das fêmeas. O macho é um pouquinho menor. E a característica dele é sobreviver em locais com muita matéria orgânica e com uma quantidade de oxigênio um pouco mais reduzida do que outros peixes poderiam sobreviver".

 O  lebiste é um método de combate mais barato e ecológico, já que um peixe consegue comer até 100 larvas do mosquito. "Em alguns locais que se tem colocado, a eficácia dele é boa. Desde que não tenha interferências. A gente coloca em um determinado local, se as pessoas jogarem algum produto químico ou cobrirem o local, realmente pode ter a mortandade desses animais, mas ficando em um local praticamente ao natural, ele consegue sobreviver constantemente".




Na empresa do Antônio Carlos dos Reis, o tanque é usado para lavar peças, mas a água parada sempre foi motivo de preocupação. “Se não tivesse os peixinhos, eu não poderia ter isso aqui. Teria que estar tampado", comentou.

Já para o coordenador da Vigilância em Saúde, Denis de Oliveira Rodrigues, é importante também não descuidar do mosquito da dengue e das outras formas de prevenção, já que o peixe é usado onde os outros meios de combate não atuam.

"O controle biológico é uma medida alternativa nos lugares onde a gente não tem tanta condição de utilizar veneno ou fazer a eliminação do criadouro. A medida em casa é eliminar a água parada. Não deixar água nos pratos de plantas, vasos de plantas, eliminar a água das calhas, deixar caixas d'águas tampadas".
Peixes são colocados em tanques para evitar a proliferação do mosquito (Foto: Reprodução EPTV)

Alan Calvet,Biólogo e Professor com experiência em saúde pública e docente a mais de 15 anos.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A importância de uma Dedetizadora ter um biólogo em sua empresa.


Fazer uma dedetização controlando ou mesmo eliminando uma praga ou vetor, é, em última análise, uma intervenção que pressupõe bons conhecimentos da biologia e da ecologia da espécie daninha em questão. E essas são tarefas de biólogos e ecólogos. Assim, uma das mais importantes exigências da Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente) para a abertura de uma empresa de dedetização é que esta possua ao menos um profissional de nível superior especializado no controle de pragas.

Com a contratação de um biólogo para atuar junto à empresa de dedetização, esta estará cumprindo com a norma estabelecida, ou seja, estará cumprindo um pré-requisito básico e, além disso, estará garantindo maior segurança e confiabilidade ao contratante em relação aos serviços de dedetização.

A formação do profissional em Biologia ou Ecologia garante o conhecimento das pragas e vetores (identificação), bem como de seu modo de vida, o que envolve aspectos como sua alimentação, abrigos, ciclos reprodutivos, estratégias de defesa entre outras. Essa formação permite ainda a compreensão dos aspectos relativos aos riscos a saúde humana e o meio ambiente, que podem advir do uso inadequado de agentes físicos, químicos ou biológicos como os utilizados no combate a ratos e insetos. Ao coordenar o processo de dedetização, o profissional com formação em Biologia ou Ecologia evita que erros sejam cometidos e minimiza os riscos envolvidos com a administração destas substâncias.

A utilização de serviços de uma controladora de pragas que não possua um profissional qualificado, além de não estar cumprindo com um requisito estabelecido pela Feema, pode prejudicar os ocupantes da residência pelo fato de que a utilização de agentes químicos, quando não aplicados da maneira correta (com equipamentos especializados e com um preparo ideal desde a diluição exata até a aplicação), pode trazer riscos de contaminação por inalação, podendo causar reações alérgicas e problemas respiratórios, dentre outros.

A utilização incorreta dos produtos de desinfestação ou o manejo inadequado pode, também, contaminar lençóis freáticos (tornando a água imprópria para o consumo humano e para a utilização em lavouras), além de afetar outros organismos vivos que não sejam denominados pragas, como insetos polinizadores (dependendo da localidade da dedetização), o que pode gerar um sério desequilíbrio ambiental ao afetar a polinização de plantas e provocar desequilíbrios na população de outros animais dependentes daquela determinada espécie de inseto, naquela área específica.

Portanto, contratar uma empresa controladora de pragas (dedetizadora) que possua um biólogo ou ecólogo especializado é uma forma de se obter segurança, pois o contratante saberá que esta empresa estará cumprindo com as normas estabelecidas e que possui funcionários bem preparados, que saberão tomar as devidas precauções para que nenhum tipo de acidente ocorra e tomarão as melhores providências caso algum problema seja detectado, trazendo tranqüilidade e confiança ao cliente.

Alan Calvet,Biólogo e Prof. com experiência em saúde pública



Dedetização? Chame o profissional responsável



Estas são algumas indicações de tratamento insumo utilizado:
Não deixe que ratos e camundongos 
sejam um problema para você!
Essas criaturinhas imundas e perigosas
 precisam ser controladas.
A ambientude tem o que há de melhor
 para o combate dessas pragas.

Indicação: FOR-RAT Isca granulada é um produto 
indicado para o controle de roedores.

- Apresentação: Display de 1Kg (40 Sachês de 25gr)


- Composição: Princípio ativo: Brodifacoum 0,005% p/p. Grupo Químico: Cumarínico


Modo de ação: Anticoagulante



Instrução de uso:

Colocar as iscas nas tocas e em outros locais
 onde os roedores vivem e transitam, 
em quantidades suficientes para que todos 
os roedores possam acessá-la.
A quantidade de pontos de iscagem
 irá variar conforme o grau da infestação
 e o tamanho da área.
DOSE: Aplicar 25g de FOR-RAT em cada toca 
e em cada ponto de iscagem, a cada 5 a 10 metros.
OBS.: Não aplicar o produto em áreas de grande umidade, 
caso necessário utilize o produto FOR-RAT BLOCO.



O Maxforce® Prime é um inseticida gel


A  base de Imidacloprido de última geração 
e com alta atratividade eficaz contra baratas.
Possui efeito dominó, 
o que contribui para o extermínio
 de toda a população de baratas do local tratado.
Produto contém ingredientes em sua formulação que lhes são atrativos
 mantendo a umidade e atratividade por um longo período. 
Sua formulação suporta elevadas temperaturas.

Apresentação: 1 SERINGA DE 30g.


Pontos chave do produto:


Ingrediente Ativo: Imidaclopirdo 2,15% p/p


Grupo Químico: Neonicotinóide


Apresenta resultado com segurança


Produto sem cheiro


Aplicação limpa


Alta atratividade e eficácia do produto

 garantida por longo período de ação.

Resultados rápidos combinado com efeito dominó.


Qualidade Bayer


Como usar:


Aplicar em fendas, frestas em paredes;

atrás e debaixo de eletrodomésticos 
(geladeiras, fogões, máquinas de lavar, forno de micro-ondas, etc.);
embaixo de pias e balcões, dentro e atrás de armários,
 embaixo de bancos e poltronas de trens, metrôs
 e outros maquinários.

Precauções:


Não deve ser aplicado nas áreas sujeitas 
a lavagens frequentes
 ou recentemente tratadas com outros inseticidas.
Registrado no Ministério da Saúde sob n.º: 3.3222.0040
Se é Bayer, é bom.
Alan Calvet,Biólogo Crbio: 107.266/05-D

AC CONSULTORIA & CONTROLE DE PRAGAS




A marca #AMANTESDABIOLOGIA representada pelo Prof. Alan Calvet apresenta um novo conceito e mais um segmento de sua competência. Por estarmos devidamente regulamentado e inscrito no Conselho Regional de Biologia ( CRBIO-05 ) pré requisito para atuar na área de controle e consultoria de pragas,vetores sinantrópicos e que eventualmente podem causar prejuízos ao ser humano,o Biólogo Alan Calvet resolve atuar na área e com a empresa devidamente licenciada e organizada juridicamente vem oferecer seus trabalhos na área de dedetização assegurado e baseado em todas normas técnicas e aplicabilidade consciente no que se refere ao controle de pragas e consultoria relacionada ao problema.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:

AS SEGUINTES RECOMENDAÇÕES PROPICIAM UM CONTROLE PREVENTIVO DAS BARATAS
DIMINUIÇÃO DA INFESTAÇÃO, NO CASO DE JÁ SE ENCONTRAREM NO AMBIENTE:

1 - Verificação dos locais onde há acúmulo de lixos recolhendo-os ou fechando-os
hermeticamente, devendo manter a casa sempre limpa e o terreno em
volta sempre capinado. Remover diariamente todo o lixo em sacos plásticos,
principalmente restos alimentares. Lavar periodicamente a lixeira, mantendoa
seca e bem fechada.
2 - Conservação dos alimentos de modo a impedir o alcance das baratas. Doces,
pães, biscoitos devem ser guardados em vasilhas bem fechadas ou na
geladeira.
3 - Limpeza periódica (quinzenal) de caixas de gordura, mantendo-as sempre
bem fechadas
4 - Eliminação dos abrigos rebocando-se ou vedando com silicone frestas e
outras fendas e eliminação de mesas e armários de madeira das áreas de
alimentação. As frestas de armários de cozinha, em cima e abaixo da pia,
devem ser vedadas e deve ser feita limpeza periódica do interior destes
armários
5 - Limpeza diária do fogão e embaixo da geladeira e manutenção da bancada
da pia bem seca e limpa durante a noite
6 Revisão de mercadorias e o descarte total de todas as embalagens de
papelão ou de madeira usadas para o transporte de alimentos (insetos
adultos ou seus ovos são disseminados desta maneira)
7 - Eliminação / inspeção dos locais de acesso, tais como: conduítes elétricos,
canalizações de águas pluviais, interruptores de luz, saídas de telefones, etc.
Manter bem justas as tampas, trocando os espelhos de tomadas ou
interruptores quebrados.
8 - Limpeza periódica dos ralos da cozinha, área de serviço e banheiros que
devem ser do tipo abre e fecha para impedir a passagem de insetos quando
em desuso.
9 - Vedação de borracha em todas as portas que dão para o exterior das
edificações





Este Blog ainda dispõe de excelentes informações relacionadas ao controle de pragas,basta você caro leitor acessar os LINKS abaixo.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Formigas: Biologia e controle


As formigas são insetos sociais que vivem em colônias. As formigas estão agrupadas na família Formicidae. As formigas atuais e conhecidas até 1993 compreendem 16 subfamílias com 51 tribos, 296 gêneros e 9536 espécies, além de 408 fósseis. Estima-se que existam cerca de 18.000 espécies de formigas em todo o mundo. No Brasil já estão catalogadas mais de 2000 espécies. Todas as formigas são sociais e aparecem praticamente em todos os ambientes terrestres, exceto nos pólos. Como qualquer ambiente natural, os sistemas artificiais, entre eles os centros urbanos, podem ser colonizados e explorados por várias espécies de formigas. Do total existente, cerca de 1% das espécies podem ser consideradas pragas por causar conflito com os interesses do homem. São estas as formigas cortadeiras (saúvas e qüenqüéns) e as formigas domésticas. São insetos sociais organizados em castas, assim como os cupins, abelhas e vespas. Aparecem em quase todas as regiões do planeta, de desertos a florestas inundadas, de altas montanhas aos baixos vales, exceto na região polar. As operárias são as formigas que estamos acostumados a ver. Elas são todas fêmeas, não possuem asas e são estéreis; desempenham ainda todas as funções dentro da colônia que também é chamada de formigueiro. Dentre estas funções citam-se: escavação e limpeza do ninho, procura de alimento (também chamada de forrageamento) alimentação das larvas e rainha(s), alimentação de outras operárias, defesa da colônia, etc.As operárias vivem de dois a três meses e durante toda sua vida trabalham em prol da colônia. Há também operárias que são denominadas soldados e possuem a função de proteger a colônia de inimigos. Em algumas épocas do ano colônias maduras produzem um grande número de indivíduos alados conhecidos como reprodutores. A casta dos reprodutores é caracterizada pelas rainhas e machos.As rainhas são responsáveis pela postura dos ovos e são os maiores indivíduos da colônia; possuem asas para fazer o vôo nupcial, isto é, para o encontro com os machos, cuja cópula ocorre em pleno vôo. Uma vez fecundadas elas procuram um local adequado para fundar um novo ninho e, nesta fase, cortam as asas com as mandíbulas e auxílio das pernas posteriores. Na maioria das espécies de formigas apenas uma rainha é encontrada dentro da colônia e uma vez morta, o formigueiro também morre. Neste caso a espécie é denominada monogínica, com a presença de somente uma rainha fecundada. Entretanto, em algumas espécies, especialmente as domésticas, várias rainhas fecundadas podem existir dentro de um único formigueiro. Neste caso a colônia é poligínica, isto é, com várias rainhas. A longevidade da rainha é longa. Rainhas de saúvas podem viver até vinte anos, enquanto rainhas de formigas domésticas vivem aproximadamente 2 a 4 anos. Formicidae. Os machos também são alados, porém são menores que as rainhas. Sua função é unicamente reprodutiva e têm vida curta. Uma colônia de formigas é formada de indivíduos adultos e em desenvolvimento ou cria, constituídas de ovos, larvas e pupas. O tempo de vida de uma colônia é aproximadamente de vinte anos, podendo chegar a quarenta anos no caso de substituição da rainha. Todas as formigas picam. Algumas têm ferrão podendo sua picada gerar processos alérgicos.



IMPORTÂNCIA DAS FORMIGAS

 Algumas espécies são neutras em relação aos aspectos econômicos da humanidade, porém um grande número delas é certamente benéfico pela sua ação de movimentar a aeragem do solo. Elas estão constantemente removendo o solo e trazendo partículas que são distribuídas por toda a superfície. As formigas também são agentes importantes na decomposição de substâncias orgânicas (plantas e animais), acelerando este processo benéfico à reciclagem de nutrientes do solo. Seu trabalho neste aspecto é pouco apreciado ou notado, pois é praticamente invisível. É importante, no entanto, lembrarmos que esta atividade é gradual, incessante e se estende por períodos bastante longos de tempo. Diversas espécies são predadoras muito úteis à agricultura, utilizando como fonte alimentar as pragas agrícolas. No entanto, em determinadas situações, podem ser bastante destruidoras. Seu alimento consiste em grande parte de líquidos e tecidos de insetos mortos ou de insetos que elas matam. Certas espécies podem afetar negativamente o homem, infestando casas ou apartamentos, causando incômodo, atacando alimentos ou provocando danos às estruturas por causa de suas atividades na construção de ninhos. Elas ainda alteram a aparência de gramados, campos de futebol e parques com suas numerosas colônias. Além disso, as formigas podem também espalhar doenças de plantas contaminadas por vírus, fungos e bactérias para outras plantas sadias. Podem danificar roupas, tecidos e certos objetos de borracha ou remover a proteção de cabos telefônicos e fios elétricos. São especialmente incômodas por suas mordidas e picadas. Os efeitos destas picadas no homem dependem do seu número e do grau de alergia da pessoa atacada, podendo, em casos mais graves, provocar choque anafilático. São também um perigo potencial à saúde pública, quando ocorrem em hospitais, pelo fato de terem a capacidade de transportar microorganismos patogênicos (vetores mecânicos). 38 Estas infecções provocadas pelas formigas são decorrentes do fato de circularem livremente pelas instalações dos hospitais, entrando em contato com material infectado (ferimentos, ataduras usadas, lixo, etc) e posteriormente com pacientes, alimentos, medicamentos, aparelhos e utensílios, salas de UTI, etc., disseminando os microrganismos patogênicos (vírus, bactérias e fungos). Poucas casas estão livres da infestação de formigas e o grau de infestação varia de local para local em uma cidade, podendo ocorrer o ano todo ou em apenas algumas épocas do ano.As espécies que predominam no ambiente urbano apresentam um conjunto próprio de características importantes que facilitam sua dispersão. As espécies de formigas urbanas de importância econômica que ocorrem na maioria das cidades brasileiras são descritas a seguir. 

FORMIGAS DOMÉSTICAS As construções possuem muitos locais favoráveis para que as formigas façam seus ninhos. Os locais preferidos são atrás de paredes, armários, tomadas elétricas, conduítes de eletricidade, dentro de batentes de portas e janelas, frestas nas calçadas, rodapés e até mesmo dentro de aparelhos eletrônicos. A maioria destes locais é escondida tornando difícil sua localização. A maioria das formigas do ambiente doméstico é poligínica, isto é, possui mais de uma rainha inseminada dentro do ninho. Elas reproduzem-se tanto por vôo nupcial quanto por fragmentação. Algumas utilizam somente o último método de fundação de novas colônias, não ocorrendo mais o vôo nupcial. Elas são muito agressivas com outras espécies, o que faz com que, muitas vezes, ocorra a presença de uma única espécie dentro de um edifício de vários andares, pois impedem a entrada de outras espécies de formigas. Apesar de serem agressivas com outras espécies elas apresentam pouca agressividade quando ninhos da mesma espécie se instalam em uma mesma área. Uma característica destas formigas, além das acima citadas, é a facilidade com que mudam o ninho de lugar. Isto faz com que ocupem rapidamente novos lugares dificultando seu controle. As formigas domésticas causam incômodo, pois atacam alimentos deixados sobre mesas, pias e dentro de armários. Algumas podem picar e a picada pode ser dolorida e dependendo da sensibilidade da pessoa, causar alergias. Em segundo lugar elas podem danificar aparelhos eletrônicos, pois fazem seus ninhos dentro deles podendo ocasionar curtos-circuitos. O problema aumenta quando as formigas aparecem dentro dos hospitais. Por serem muito pequenas, elas têm acesso a locais proibidos como UTIs, centros cirúrgicos e berçários. Passeiam sobre materiais esterilizados podendo contaminá-los, pois elas carregam bactérias em seus corpos. Freqüentam enfermarias e quartos de pacientes andando sobre ferimentos e veiculando microorganismos. Desta forma são importantes na disseminação de infecções hospitalares.

HÁ VÁRIAS ESPÉCIES DE FORMIGAS DOMÉSTICAS: ( Tapinoma melanocephalum FORMIGA FANTASMA) Normalmente nidificam em batentes de portas, guarnições de janelas, atrás de azulejos quando no interior das residências. Na área externa podem ser encontradas no solo, madeiras em decomposição e partes de árvores. Novas colônias são formadas provavelmente pela migração de uma ou mais rainhas acompanhadas por um número de operárias. Elas possuem o hábito de se movimentar aos ziguezagues quando procuram alimento. São importantes pragas domésticas, pois consomem vários tipos de alimento, tendo preferência por substâncias adocicadas. São também muito comuns em hospitais. Estas formigas são escuras e pequenas com pernas longas e finas, andam rapidamente em círculos durante o seu deslocamento, daí o seu nome, formiga-louca. Consomem uma grande variedades de alimentos: carnes, doces, frutas, verduras e até refrigerantes. São muito comuns nos hospitais e seu controle é muito difícil. A maioria das formigas carpinteiras faz seus ninhos em madeira morta, mas podem fazê-los em troncos de árvores, porém não se alimentam da madeira. Também fazem seus ninhos dentro das casas, aproveitando falhas na estrutura, podendo ser encontradas em vigas de madeiras e molduras de porta.As formigas carpinteiras têm causado sérios danos a aparelhos eletrodomésticos. Alimentam-se de substâncias açucaradas, ovos, carnes e bolos. (FORMIGA-LOUCA) (FORMIGACARPINTEIRA) Camponotus ssp Paratrechina longicornis  ( ) Solenopsis spp FORMIGALAVA-PÉS FORMIGAS CORTADEIRAS Formam ninhos de terra solta dos quais, quando mexidos, sai um número enorme de formigas, podendo ser observadas larvas e pupas. Os ninhos normalmente estão localizados em locais abertos, tais como gramados, campos de futebol e canteiros de árvores. Ocasionalmente podem infestar equipamentos eletrônicos e até mesmo caixas de fiação elétrica, podendo provocar curto circuito. A picada é dolorosa, pois as formigas introduzem o ferrão na pele da vítima inoculando veneno que causa bolhas como se fossem queimaduras. Podem causar respostas alérgicas em algumas pessoas e, em casos graves, choque anafilático. As formigas lava-pés são onívoras, ou seja, alimentam-se de quase todos os tipos de plantas ou animais e de uma variedade de alimentos domésticos, tais como óleos, carnes, manteiga, queijos, pães e doces. As formigas cortadeiras, que possuem o hábito de cortar e transportar vegetais de diversos tipos e tamanhos para dentro de seus ninhos são as saúvas (gênero e quenquéns (gênero ). Estas estão distribuídas por todo o país e podem ocorrer tanto na área rural quanto no meio urbano. Nas cidades elas cortam plantas de jardins, de pomares, praças e parques. As formigas cortadeiras são seletivas de modo que algumas espécies de vegetais não são cortadas. Elas dão preferência pelo corte de plantas exóticas. Atta) Acromyrmex  (FORMIGAS SAÚVAS) At (FORMIGA-QUENQUÉM) A ta spp cromyrmex spp Os sauveiros, isto é, os formigueiros da saúva, são formados por dezenas a centenas de câmaras subterrâneas. Estas são ligadas entre si e com a superfície do solo por meios de galerias. Uma característica para a identificação de um sauveiro é um monte de terra solta localizado na superfície do solo, que é formado pelo acúmulo de terra que as formigas retiram das câmaras. Sobre e fora do monte de terra solta, são encontrados orifícios onde podem ou não ser observadas as saúvas em atividade. Estes orifícios são chamados olheiros. Os sauveiros podem conter centenas ou milhares de operárias, cria (ovos, larvas e pupas), uma rainha, responsável pela postura de ovos e indivíduos alados (reprodutores), machos (bitus) e fêmeas (tanajuras ou iças). As operárias possuem um gradiente de tamanho, variando de bem pequenas até os soldados, que podem ter uma cabeça de 3 cm de largura. As operárias são responsáveis pela escavação do ninho (abertura de novas câmaras), pela procura e corte de material vegetal e pelo cuidado com a cria, com a rainha e com o fungo. As operárias quenquéns também apresentam variados tamanhos, porém este aspecto não é tão perceptível como nas saúvas. Elas também cuidam da prole, do fungo e das atividades de coleta e transporte do material vegetal. Seus ninhos são pequenos, geralmente apresentando uma só panela, cuja terra solta aparece ou não na superfície do solo. Algumas espécies fazem o ninho superficialmente coberto de palhas, fragmentos e outros resíduos vegetais, enquanto outras constróem no subterrâneo.



 MÉTODOS DE CONTROLE CONTROLE DE FORMIGAS DOMÉSTICAS. 

A erradicação de formigas em prédios urbanos é complexa, principalmente, devido aos seguintes aspectos: difícil localização do ninho, ocorrência de vários ninhos em uma mesma área, reinfestações constantes e, principalmente, a capacidade de adaptação de algumas espécies aos hábitos dos humanos. Antes de pensar no controle e determinar as estratégias de combate, é fundamental conhecer a situação real da infestação de formigas através de monitoramento. Basicamente, deve-se conhecer o nível de infestação, quais são as espécies presentes, quantas e onde estão localizadas as colônias. A correta identificação das espécies de formigas é muito importante, pois pode-se saber quais os locais em que preferem construir seus ninhos, as preferências alimentares, as melhores formas de combate. Para melhor controle, deve-se recolher restos de alimento e qualquer outro tipo de resíduo em recipientes adequados, vedar frestas de pisos, azulejos, portais e de outros locais que ofereçam condições de abrigo para as formigas. Não acumular madeira em locais úmidos. Observar a presença de formigueiros em vasos de plantas e jardineiras. Excluir a prática de fazer pequenos lanches na mesa de trabalho, protegendo os teclados dos computadores das migalhas de pão, biscoitos, etc... Uma solução caseira para o problema da formiga doméstica é injetar, com o auxílio de uma seringa, uma solução 1:1 de água com detergente de larvar louças dentro das frestas de azulejos e batentes de portas por onde saem as formigas. Esta metodologia deve ser utilizada sempre que as formigas são observadas, mas nem sempre surte o efeito desejado. Para os ninhos de formiga lava-pés pode-se aplicar uma solução a 10% de água sanitária sobre o ninho, ao entardecer. É importante lembrar que a água sanitária pode amarelar a grama. Os métodos tradicionais de controle de insetos, quando utilizados para formigas domésticas, têm se mostrados pouco satisfatórios, mesmo quando realizados por empresas especializadas. Obviamente, a aplicação de inseticidas tradicionais, principalmente, aerozóis e pós químicos, não é recomendada, pois além de causarem danos indesejáveis ao ambiente, atingem somente as operárias que estão forrageando mas não elimina a colônia, e ainda podem acentuar o processo de fragmentação das colônias, levando a médio prazo, ao aumento no número de ninhos e, conseqüentemente, na população ativa de formigas. A aplicação de iscas tóxicas é a melhor opção para ter sucesso no controle das formigas urbanas. Como qualquer outra isca de inseticida, o ingrediente ativo deve ser de ação lenta, para que as operárias, após o contato com o inseticida, vivam o suficiente para distribuí-lo para outras formigas, inclusive para a rainha. 




 CONTROLE DE FORMIGAS CORTADEIRAS CONTROLE MECÂNICO CONTROLE QUÍMICO

 Este tipo de controle somente é viável quando o formigueiro ainda é jovem. Consiste na retirada do ninho escavando-se o local até encontrar a(s) panela(s) de fungo juntamente com a rainha. É um controle efetivo principalmente quando a área infestada é pequena. Pode-se também fazer uso de um cone invertido, de qualquer material resistente com graxa na parte interna (borracha, plástico ou lata) preso ao tronco da planta para impedir a subida das formigas no vegetal. O controle químico pode ser efetuado por meio de iscas granuladas, pós secos, líquidos termo nebulizadores ou gases liquefeitos.

Fonte: Andréa Paula Bruno von Zuben
Médica Veterinária da Vigilância à Saúde do Distrito Sul

Alan Calvet,Biólogo e Prof. com experiência em saúde pública

Como eliminar as Baratas,poxa!! elas incomodam.



As baratas constituem um dos grupos de insetos mais antigos, adaptados e bem sucedidos do planeta. Embora existam mais de 3.500 espécies de baratas descritas, somente cinco espécies, dependendo da região, apresentam associação com o homem e animais domésticos. Dentre as cinco espécies, duas representam quase que a totalidade das infestações nos lares, restaurantes, hotéis, docerias, padarias, hospitais, fábricas de alimentos (sólidos e líquidos), supermercados, depósitos de alimentos e bares em geral. Estas baratas são responsáveis por transmitir doenças gastrointestinais e do trato respiratório, bem como pelas infecções hospitalares.

Periplaneta americana, conhecida popularmente como barata de esgoto;

Blatella germânica, também conhecida como barata paulistinha ou barata francesinha.

As baratas passam 75% do seu tempo alojadas em frestas, no interior de armários, dentro de equipamentos eletroeletrônicos, em esgotos, etc. Elas saem para buscar alimentos no período noturno, uma vez que são avessas a luminosidade.

As baratas possuem um aparelho bucal mastigador com fortes mandíbulas, possibilitando alimentar-se de qualquer substância de origem animal ou vegetal.

Diante disso, associado ainda a um poder reprodutor elevado, as baratas oferecem um grande desafio em seu controle.






Vamos eliminar as Baratas

Pulverização – Aplicação de inseticidas das Classes Piretróides e Organofosforados, com sistema de micropulverização. Este método é importante na aplicação de redes sanitárias (esgotos e ralos), perímetros internos ou externos e locais que servem de acesso a alimento, esconderijo e água. Ideal para todos os tipos de insetos.





Gel - Oferece segurança, conforto e comodidade, pois não é preciso deixar o local (residência ou trabalho). Pode ser aplicado a qualquer hora. É muito eficiente na dedetização contra baratas e formigas. Não tem odor. É quase invisível após aplicação. O produto tem efeito dominó, contaminando toda a colônia.





Pó seco – Aplicação de pó químico, por polvilhadeiras diretamente no interior de tomadas, conduítes, PC’s de energia e disjuntores, ou seja, em locais onde não haja condições da aplicação do inseticida líquido.


Armadilhas adesivas – Possuem superfície adesiva e atrativos alimentares, que atraem e capturam os insetos. As armadilhas são utilizadas para monitorar e controlar focos, sendo colocadas em locais estratégicos.


Eliminar Baratas



Efeito impacto: Fulminante, paralisa o inseto imediatamente. Seu tempo de atuação é de 24 horas.

Efeito desalojante: Produto irritante de mucosas, que penetra em frestas incomodando o inseto e trazendo-o para o ambiente onde sofrerá os efeitos dos produtos de impacto e residual, seu tempo de atuação é de 5 a 7 dias.

Efeito residual: Produto que após seco e cristalizado sob superfícies tem o poder de paralisar o inseto em poucas horas (esse tempo varia de acordo com a espécie, o tamanho, e a resistência química) seu tempo de atuação é de 3 a 6 meses (dependendo da freqüência das limpezas e produtos utilizados para tal).

A fuga para onde não houve tratamento ocorre quando o produto está bem ativo, pois o inseto percebe-o logo que chega ao local. Com utilização de produtos combinando os efeitos desalojantes, de choque e residual, garantimos alta eficiência no controle de insetos.

As estratégias e as técnicas de controle de insetos variam de acordo com: a espécie da praga, o local atingido e a intensidade da infestação.

Alan Calvet,Biólogo e Prof. com experiência em saúde pública

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Como eliminar formigas em sua casa











Com mais de 12.000 espécies de formigas no mundo, apenas um pequeno punhado delas insistem em invadir as nossas casas em busca de algo gostoso, sejam alimentos doces, carne ou alimentos gordurosos. As formigas encontradas dentro de casa comumente incluem a formiga Argentina, a formiga faraó, a formiga ladra, a formiga do pavimento e formigas atraídas por casas que possuem mal cheiro. Se você for realmente azarado, você pode ter a formiga de carpinteiro, uma formiga que insiste em destruir a madeira que sustenta sua casa, arranje rapidamente ajuda profissional nesse caso!

Vamos indicar um procedimento altamente eficaz para combater esse mal tão indesejado, as famosas formigas doceiras que insistem em frequentar sua cozinha.

Primeiramente vamos utilizar um formicida em gel, que possui em sua formula um atrativo para essas formigas.

Modo de usar: aplicar 3 filetes de 2 cm de comprimento por metro quadrado, junto às trilhas das formigas ou nos locais onde se observa a maior atividade destes insetos.

Logo vai notar uma grande quantidade de formigas atraídas pelo gel formicida, em seguida aplique o Citromax spray em uma distância de 15 cm, sem encharcar. O Citromax tem uma ação sistêmica, então as formigas que vão ter contato com o produto e em seguida voltam para o ninho, passam o veneno as outras, assim o resultado será ainda melhor.

Esse tipo de procedimento é muito eficaz em residências, além do ótimo resultado o valor dos dois produtos sai em média por apenas R$ 17,50.

Aproveite esse dica e elimine de uma vez por todas esses intrusos.


Alan Calvet é Biólogo com experiência em saúde pública e Prof.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Pets: Atenção a cinomose é contagiosa



A cinomose se trata de uma doença que acomete cães mais jovens em seu primeiro ano de vida, pode também infectar animais mais velhos que por alguma razão não tenham sido imunizados anteriormente com vacinas próprias, ou que por alguma doença seu sistema imunológico se encontra debilitado.

A cinomose pode atingir vários órgãos, é sistêmica, podendo atuar em todo o organismo, é altamente contagiosa. É uma doença causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio. Porém é um vírus muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns, dura em média três meses no ambiente após a retirada do portador.



Como é transmitida?

A cinomose se dá através de animais que se contaminam por contato direto com outros animais já infectados, ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado ou por fômites, que são objetos que já tiveram contato com o portador da cinomose.

A transmissão direta é por secreção do nariz e boca de animais infectados que é a principal fonte de infecção.

Quais são os sintomas da cinomose?

Pode haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal, diarréia, vômito e sintomas nervosos (tiques nervosos, convulsões e paralisias), dificuldade de respirar e febre. E de acordo com o estado imunológico do animal como um todo, ele pode vir a óbito.

Basicamente, a doença se apresenta em fases, podendo pular uma delas eventualmente. Inicia-se pela fase respiratória (pneumonia e secreção nasal purulenta, o conhecido pus), e ocular (secreção ocular purulenta, ou remela, em grande quantidade).

Qual o tratamento?

Não existe. O que se pode fazer é usar medicamentos para o controle dos sintomas. É importante que o animal seja mantido em um ambiente limpo, com temperatura agradável e alimentação correta de acordo com as indicações do veterinário.

Como prevenir a cinomose?

A melhor forma de prevenir é a vacinação, que pode ser feita em uma clínica veterinária. Os cães podem ser vacinados com seis meses de idade, filhotes devem receber três doses desta vacina na primeira fase da vida. Posteriormente os cães devem receber uma dose da vacina anualmente.



A cinomose no Brasil

Com uma população canina de mais de 37 milhões, o Brasil conta com, apenas, cerca de 7 milhões de cães vacinados anualmente; o que significa que a maior parte dos cachorros do País permanecem suscetíveis à contaminação da doença.

Embora, periodicamente, haja campanhas especiais para conscientizar a população que tem bichinhos de estimação como parte da família – oferecendo, inclusive, a vacina para os cães de maneira gratuita - o número de vacinações no País ainda deixa muito a desejar; levando em conta que, além da cinomose, há uma série de outras doenças contagiosas e bastante prejudiciais para os animais, que seguem sem proteção.

Com isso, a cinomose segue se espalhando pelo País, sendo que, em algumas cidades específicas – como em Alfenas, em Minas Gerais – o aumento do número de casos da doença tem sido considerável. No mês de junho de 2013, inclusive, o município chegou a ser considerado um local em surto de cinomose, tamanha a quantidade de cães infectados pela doença sendo atendidos pelos médicos veterinários da região.

Mesmo que esse tipo de ocorrência de surto seja, de certa forma, isolado e um tanto quanto pontual no País, a situação é preocupante – tendo em mente que há quase 30 milhões de cachorros não vacinados espalhados pelo Brasil – e, sem que a população se conscientize, esse problema tende a crescer cada vez mais.



A contaminação de cães pela cinomose

Conforme citado anteriormente, a cinomose é uma doença transmitida por um vírus altamente contagioso de tipo RNA – ou seja, que conta com material genético denominado RNA, que pertence a família paramixovirirdae gênero morbilivírus. Poderoso, este vírus pode sobreviver em um ambiente por algum tempo se as condições climáticas forem ideais para isso e o local for frio e seco – sendo que, mesmo em ambientes quentes e úmidos (pouco propícios para a sua sobrevivência), ele pode chegar a viver por cerca de um mês.

Também chamado de vírus CDV – Canine Distemper Virus, o responsável pela cinomose é bastante agressivo e oportunista, e atinge, principalmente, cães que por alguma razão tenham seu sistema imunológico enfraquecido; como filhotes, cães idosos ou que já estejam enfraquecidos em função de alguma outra doença ou problema como o estresse.

Embora possa afetar animais de qualquer idade, no caso dos filhotes a prevalência da doença pode ser maior – principalmente nos que tem idade entre 3 e 6 meses de vida; já que esse período coincide com a perda dos anticorpos maternos presentes no corpo do animal. Entre os profissionais veterinários há, ainda, a crença de que cachorros de raças braquicéfalas (de focinho curto) apresentem uma resistência maior ao problema; no entanto, não há comprovações para essa suspeita.

Podendo, ainda, afetar todo tipo de raça de cão , há algumas tidas como mais suscetíveis à cinomose, incluindo nomes como Husky, Greyhound, Weimaraner, Samoieda e os Malamutes do Alaska.

Destacando uma taxa de mortalidade de até 85% dos cachorros acometidos (nem todos morrem por causa da doença, mas ficam com sintomas neurológicos que acabam levando o animal à eutanásia), a doença terá sua gravidade relacionada, principalmente, à região do corpo do animal que será atacada; com sintomas que se iniciam em sistema respiratório e nos olhos, evoluindo para sistema gastrointestinal e finalmente a pior parte, quando acomete o sistema nervoso.

Não havendo raças, épocas do ano ou gêneros específicos mais propensos para a contaminação, o vírus da cinomose costuma atingir os animais de maneira bastante intensa e, como a evolução da doença é rápida, em alguns casos pode ser fatal para os cães acometidos. Embora haja países em que a doença já é praticamente erradicada, o Brasil não se encaixa nesse perfil – já que apenas uma pequena parcela dos pets caninos do País são vacinados; o que aumenta muito as chances de contaminação.

Felizmente, a cinomose não é considerada uma zoonose e, portanto, não tem a capacidade de atingir seres humanos, que podem interagir com animais doentes sem maiores preocupações. No entanto, a situação muda de figura quando esta interação é entre animais; já que um cão doente pode transmitir a doença para um animal sadio de maneira quase imediata, por meio do contato direto entre eles.

As secreções liberadas pelo animal doente – seja pelas narinas ou pela boca –, além das fezes do cachorro contaminado, são agentes potentes para a transmissão da doença. Até mesmo fômites pode ser responsáveis pela propagação do problema, e alguém que entrou em contato com um cão doente pode levar a doença consigo (em suas roupas ou sapatos, por exemplo) até encontrar outros animais e facilitar a contaminação destes.



A evolução da cinomose nos cachorros



A cinomose é uma doença de evolução bastante rápida nos cães e, cerca de 7 dias após a contaminação, os primeiros sintomas já podem começar a ser notados nos cachorros acometidos. Em muitos casos, a doença se manifesta nos animais de maneira tão agressiva, que as chances de melhora ou cura são praticamente descartadas – já que, quando o diagnóstico é feito, as alterações neurológicas já estão tão avançadas que o tratamento se torna inútil.

No entanto, o nível de agressividade da cinomose em um cão vai depender tanto das regiões afetadas pela doença como do estado em que se encontra o sistema imunológico do cachorro em questão. Animais com a imunidade em níveis adequados, por exemplo, podem chegar a eliminar o vírus sem promover a sua disseminação ou ter sintomas severos da doença – sendo os cães com baixa imunidade os mais prejudicados pelo problema (e os que correm mais riscos de morrer em função da doença).

As áreas ligadas às funções respiratória e digestiva são, na maioria das vezes, as primeiras afetadas pela doença – que, em estágios avançados, chega a alterar o sistema nervoso do animal e provocar quadros irreversíveis, além de sequelas importantes nos casos (raros) em que o animal consegue ser tratado e se recuperar.

Um dos grandes problemas da doença – e que influi muito na piora do quadro do animal infectado – é a variedade de sintomas que ela provoca, dificultando um diagnóstico preciso. Boa parte dos animais que acabam chegando ao óbito, mesmo sendo tratados a partir do surgimento dos primeiros sinais da doença, sofrem por receberem o tratamento errado; que, na maioria das vezes, se concentra em eliminar os sintomas de maneira isolada (já que a origem do problema, até então, é desconhecida).

Ao cuidar de sinais pontuais e sem saber da presença da cinomose, é possível promover uma melhora significativa no animal; no entanto, essa aparente recuperação dura pouco tempo, e os sintomas e consequências da doença ressurgem no animal de maneira ainda mais agressiva.

Independentemente do tipo de tratamento, infelizmente, a cinomose é uma doença que gera uma sobrevida relativamente curta nos animais que conseguem se recuperar e; conforme descrito anteriormente, os cães infectados precisam de medicamentos específicos para ter o máximo de qualidade de vida possível enquanto o mal se espalha.



Como identificar a cinomose no seu pet

Conforme descrito acima, ter o diagnóstico correto é fundamental para que um cão tenha chances de se recuperar da cinomose e poder viver além da doença. Portanto, é essencial que os donos de pets estejam sempre atentos aos principais sinais que ocorrem com o surgimento do problema. Confira, a seguir, uma lista de sintomas comuns aos cachorros infectados pela doença – expostos de maneira crescente, de acordo com a evolução da doença no corpo do animal:
Tosse
Espirros
Febre
Perda de apetite
Apatia (o cão não tem vontade de fazer nada)
Vômitos
Diarreia
Secreções nasais
Secreções oculares (conjuntivite)
Falta de coordenação motora (o cão parece estar “bêbado”, “descadeira”)
Tiques nervosos
Mioclonias (contrações musculares involuntárias)
Convulsões
Paralisia

Vale a pena lembrar que, tanto a evolução de sintomas neurológicos como o surgimento de qualquer tipo de sinal da cinomose varia muito de um caso para o outro e, portanto, não há como prever que tipo de consequências o problema pode causar e nem se a doença irá desencadear sinais perceptíveis até chegar a um nível bastante avançado.

Um dos sinais neurológicos mais característicos da cinomose é a mioclonia – que promove a contração involuntária dos músculos do animal – considerada um sintoma específico da doença e que também pode ocorrer em função de outros problemas causados pelo paramixovírus.

Quando a cinomose chega a afetar o sistema neurológico dos cachorros o quadro já pode ser considerado bem grave, e consequências como meningite, paraplegia e tetraplegia podem ocorrer, assim como um quadro de coma (que, na maioria dos casos, evolui para a morte do animal em pouco tempo). Além destes, sintomas mais variados também podem ocorrer em casos específicos, incluindo abortos e partos prematuros em cadelas, lesões ósseas, alterações no esmalte dentário do cão e infecções diversas.



Conclusão

Devido à agressividade da doença e a facilidade de prevenção não fica nenhuma dúvida em relação ao que deve ser feito: sempre mantenha a vacinação do seu animal em dia e faça visitas frequentes ao médico veterinário.

Alan Calvet é Biólogo com experiência em saúde pública.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Biologia das Baratas!

Baratas são insetos da ordem Blattodea que habitam nosso planeta há pelo menos 320 milhões de anos como indica o registro fóssil da espécie Paleoblatta douvillei. Desde sua origem, sobreviveram às mudanças geoclimáticas ao longo da história da Terra, e colonizaram o planeta como um grupo bem sucedido. Atualmente, existem ao redor de 4.000 espécies viventes, porém, somente 30 delas adaptaram-se ao meio ambiente urbano. Isso representa menos de 1% da diversidade global de baratas, ou seja, um número bem reduzido de espécies são potencialmente sinantrópicas (vivem próximo da moradia humana). Além disso, apenas 4 destas espécies podem ser vetores mecânicos de doenças, já que carregam junto ao corpo patógenos que prejudicam a saúde humana, principalmente o trato gastrointestinal.

De modo geral, as baratas sinantrópicas apresentam corpo oval, largo e achatado, cabeça curta e antenas longas e móveis, com função na comunicação, no reconhecimento do parceiro durante o cortejo de acasalamento e nas percepções de odores. Possuem elevada taxa reprodutiva, já que a fêmea é capaz de gerar dezenas de descendentes de uma única cópula com um macho. Esses insetos são, por excelência, onívoros e forrageiam à procura de comida e água durante à noite, devido a maior proteção contra predadores que a ausência de luz pode proporcionar. Esses insetos habitam o interior de fendas e rachaduras, onde encontram abrigo, calor, umidade e acúmulos de sujeira como restos de comida e entulho.


Entre as espécies sinantrópicas mais comuns de interesse médico estão Periplaneta americana, popularmente denominada de barata americana, barata vermelha, barata voadora ou barata de esgoto; a espécie Blatella germanica também conhecida como barata alemãzinha, “francesinha” ou paulistinha e a Blatta orientalis cujo nome popular é barata oriental. A barata americana é a maior espécie doméstica podendo chegar de 4 a 5 cm de comprimento. Ela apresenta uma coloração avermelhada com um bordo amarelo vivo no escudo protetor da cabeça e as asas, no macho, ultrapassam um pouco o comprimento do abdômen, enquanto que das fêmeas possuem o mesmo comprimento do corpo. Já a barata alemãzinha possui altíssima taxa reprodutiva sendo a espécie de maior freqüência nas cozinhas. É um inseto pequeno com comprimento aproximado de 1,5 cm e apresenta duas faixas longitudinais mais escuras no escudo protetor da cabeça. Por sua vez, a barata oriental, bastante comum no Brasil, caracteriza-se por não voar devido ao reduzido tamanho das suas asas. Têm coloração marrom escuro e os machos medem cerca de 3 a 4 cm de comprimento enquanto as fêmeas por volta de 2 a 3 cm. No Brasil, outras baratas domésticas também podem viver e reproduzir-se junto ao ambiente urbano, entretanto com menor freqüência ou em regiões específicas do País.

A presença dessas baratas no ambiente doméstico pode ser determinada pela observação do animal ou por meio das fezes, ovos ou pelo cheiro que exalam. Estima-se que num ambiente infestado com a espécie Blatella germanica (barata alemãzinha) existam aproximadamente 1.000 indivíduos no local. Por isso, a prevenção é a melhor maneira de evitar infestações.

As baratas sinantrópicas adaptaram-se bem ao meio ambiente urbano e convivem de modo desarmônico com a sociedade humana, já que, além do pavor que representam para algumas pessoas, podem carregar consigo patógenos prejudiciais à saúde. Entretanto, vale ressaltar que no seu ambiente natural esses insetos desempenham o papel ecológico de cicladores de nutrientes e de redução da madeira morta, aspectos fundamentais para manutenção da vida no planeta.

Outros Aspectos Biológicos

O sistema nervoso das baratas segue o padrão dos artrópodes com o gânglio cerebral sendo regionalizado e inervando partes determinadas dos olhos, antenas e peças bucais, bem como, glândulas salivares e musculatura. Corpos glandulares e certas células neurosecretoras regulam o crescimento e a metamorfose. Seu sistema respiratório é composto por traquéias, isto é, um complexo de túbulos que se abrem para o exterior através de pequenas aberturas na parede do corpo e que conduzem o oxigênio do ar diretamente às células. O sangue das baratas é denominado de hemolinfa, um fluído, no geral incolor, contendo células especiais para a coagulação, defesa contra microorganismos e substâncias estranhas, cicatrização e distribuição de nutrientes. Tanto as peças bucais como o trato digestivo têm adaptações à dieta alimentar das baratas e o armazenamento, a síntese e regulação de açúcares, gorduras e proteínas são realizadas por um tecido que recobre o tubo digestório.

Alan George Calvet da Silva,Professor e Biólogo com experiência em saúde pública.
crbio: 107.266/05-D

http://www.dedetizacao-consulte.com.br/

Controle de Pragas em Hospitais



O conhecimento popular dita que é inerente a determinadas espécies biológicas serem pragas, contudo, este juízo não é válido. O conceito de praga dita que “é qualquer organismo vivo que cause algum prejuízo ao homem quando ambos compartilham o mesmo ambiente”.

O controle de pragas em um ambiente hospitalar não é uma tarefa fácil, uma vez que se trata de um lugar que está em constante atividade, faz uso diversos recursos que não podem ser contaminados ou danificados no processo de eliminação das infestações, além da presença dos pacientes, muitas vezes extremamente fragilizados e, portanto, mais propensos a contrair algum tipo de infecção.

É importante, antes de se começar a discutir as infestações, fazer uma diferenciação entre uma ocorrência episódica e uma infestação de pragas propriamente dita.

A primeira se dá quando a praga encontra facilidade de acesso e entra no ambiente, mas não encontra condições propícias para o seu desenvolvimento e acaba morrendo ou simplesmente abandonando o ambiente. Já numa infestação, a praga tem acesso às áreas e ali encontram condições adequadas para se desenvolver; essas são as condições necessárias à sobrevivência de todo e qualquer organismo vivo: alimento, água e abrigo. Baseado nisso, vale também ressaltar que qualquer relação feita entre a espécie da praga e o ambiente específico que infesta é falsa. É errado dizer, por exemplo, que ambientes onde há o acúmulo de lixo e outros tipos de descartes são infestados somente por baratas.

Qualquer praga tem possibilidade de infestar qualquer ambiente que lhe forneça as condições ótimas para a sua sobrevivência. É correto dizer, portanto, que as pragas são oportunistas e sua instalação em um ambiente, qualquer que seja, está ligada somente à necessidade biológica de sobrevivência e perpetuação de sua espécie.

Definidos estes pontos vamos, daqui em diante, tratar somente das infestações de pragas, aquelas que necessitam ser diagnosticadas e propriamente contidas.

As pragas que infestam hospitais são as mesmas que ocorrem em outros edifícios. São elas: baratas, ratos, formigas, moscas, pulgas e afins; sendo que o principal problema da presença desses animais em um espaço clínico reside no fato de que são agentes disseminadores mecânicos e/ou biológicos de doenças infectocontagiosas causadas por protozoários, vírus, bactérias e outros microrganismos, além de prejudicarem as condições de esterilização de equipamentos e ambientes.

É possível que uma formiga passe por um local onde existem materiais utilizados em curativos e, em seguida, adentre uma sala esterilizada, podendo colocar o procedimento em risco. Também , a presença desses animais em ambiente hospitalar pode vir a comprometer a imagem da instituição, uma vez que é de domínio público o conceito de que um local designado para o tratamento de enfermos deve ser devidamente higienizado.

Ainda que o maior problema com pragas seja a questão da contaminação e tudo o que isto acarreta, vale destacar que há a possibilidade de insetos se infiltrarem nas instalações elétricas e causar danos aos equipamentos, ou até mesmo um curto-circuito.

É necessária atenção, uma vez que a maioria dos equipamentos de hospitais e clínicas é alimentada por fontes de energia elétrica.

A incidência de pragas depende não somente da higiene e limpeza do local, mas também da sua localização e manutenção. Um hospital localizado, por exemplo, às margens de um rio no qual é frequentemente despejado esgoto, ou ainda próximo a instalações industriais, pode ter uma higienização adequada em suas instalações, entretanto, se seus vizinhos não necessariamente seguirem os mesmos princípios, acabam por ocasionar a migração de ratos, baratas e semelhantes de uma instalação para a outra; ou seja, os bons cuidados dentro do hospital não impedem que as pragas de outros ambientes venham habitar o local.

Seja a infestação de origem interna ou externa ao ambiente hospitalar, para que o problema possa ser diagnosticado e devidamente controlado, a sugestão  é que todo o estabelecimento seja monitorado periodicamente, sendo que as estratégias de controle devem ser aplicadas de acordo com o local e com o tipo de infestação observada. No entanto ainda que a origem da infestação seja principalmente externa, as medidas de higiene dentro das instalações clínicas ajudam a minimizar o problema.

É válido ressaltar que os trabalhadores do estabelecimento são treinados para que possam reconhecer uma infestação (ou o início de uma), visto que a melhor maneira de se perceber a aglomeração de insetos e afins ainda é de forma visual.

É importante,portanto, que grandes hospitais possuam uma equipe diferenciada designada para essa função. Diariamente, é importante que haja no hospital um controlador de pragas treinado e orientado para exercer as ações preventivas.

Atualmente, a abordagem mais moderna para o controle de pragas em instituições de saúde é o Controle Integrado de Pragas. Trata-se de uma abordagem fundamentada na gestão das ocorrências com pragas e seu uso como indicadores ambientais. Pode-se avaliar a qualidade das instalações baseado nas infestações presentes (ou ausentes).

A cada ocorrência deve-se buscar entender as relações ecológicas entre as características biológicas da praga e os fatores ambientais oferecidos no local da infestação.

 Para isso, os hábitos e os ciclos de vida de muitas pragas devem ser compreendidos e as medidas apropriadas para a resolução destes problemas devem ser implementadas. Quando uma população de pragas já está estabelecida, o objetivo mais comum dos programas de controle adotados é a eliminação desta população. Porém, esta atividade só terá sucesso se as condições iniciais que permitiram a ocorrência da infestação sejam eliminadas ou o acesso destas seja completamente bloqueado.”.

Pode-se entender esse processo como o diagnóstico do problema. A partir deste diagnóstico, as medidas preventivas e/ou corretivas são corretamente tomadas.

Os hospitais devem estabelecer medidas de controle em pontos críticos, mais propensos à permissão da entrada de pragas, tais como:

- entrada e armazenamento dos materiais – sejam eles alimentícios ou não;

- práticas de alimentação inadequadas, com geração de resíduos mal acondicionados e em vários locais do hospital;

- destinação, transporte e acondicionamento, inadequados de resíduos;

- entrada de rouparia e outros materiais ou equipamentos;

- armazenamento e coleta adequados de resíduos;

- manutenção do local como vedação dos forros, telhados, frestas, interruptores, etc.;

- janelas e portas sem a devida proteção ou permanentemente abertas;

- presença de goteiras, infiltrações, águas empoçadas, além de tubulação de águas pluviais e bueiros mal conservados;

- má conservação ou manutenção de ralos permanentemente abertos.

O controle integrado visa, fundamentalmente, minimizar a utilização de agentes químicos durante as medidas corretivas. No estágio atual esta abordagem permite, quando devidamente aplicada à redução, uma média de até 85% nos volumes de inseticidas aplicados e mais de 95% no volume de raticidas, quando comparada às técnicas tradicionais. Essa redução é especialmente importante quando se trata de uma instituição de saúde uma vez que, é um local onde há alta concentração de paciente com a saúde extremamente debilitada, além de um número bastante considerável de idosos e crianças – que são o principal público dessas instituições – e é um fato cientificamente conhecido que são mais sensíveis aos efeitos de diversos produtos químicos.

Quando se faz necessária a utilização de produtos químicos, a seleção daqueles que serão utilizados deve ser muito criteriosa. É conhecido que na composição de produtos utilizados no combate a infestações são utilizados entre trinta e quarenta compostos ativos e, dentre estes ingredientes, existem produtos que são reconhecidos como altamente tóxicos, suspeitos de serem cancerígenos, podendo afetar negativamente a reprodução e o desenvolvimento do feto, e de interferirem no funcionamento do sistema endócrino, que faz o controle hormonal do corpo.

O uso de produtos químicos é evitado, além do cuidado para com os pacientes presentes no hospital, pelo fato de que, mesmo não intencionalmente, os pesticidas acabam por erradicar somente os indivíduos menos resistentes, e isso acaba por realizar uma “seleção”.

Devemos perceber que a seleção dos indivíduos mais fortes e mais resistentes presentes na infestação não serão atingidos, mas podem vir a se reinfestar, com um aumento desordenado da população de pragas com indivíduos resistentes aos pesticidas. Pode-se afirmar que o início do tratamento com pesticidas, raticidas e afins pode ser adiado e evitado para que não se acabe criando um círculo vicioso absolutamente incorreto e arriscado para a saúde no ambiente clínico, pois a seleção de indivíduos mais resistentes ao primeiro pesticida iria demandar a aplicação de um produto mais forte para a realização do controle e, na utilização deste, uma nova seleção de pragas seria realizada e assim sucessivamente.

Quando se faz inevitável a utilização de recursos químicos, o controle de pragas e microrganismos em hospitais é feito por empresas terceirizadas e especializadas e deve seguir as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). De acordo com a ANVISA, é de responsabilidade da empresa contratada garantir o mínimo impacto ambiental, a preservação da boa saúde do cliente e do encarregado da aplicação dos produtos. Os produtos utilizados devem ser todos cadastrados na ANVISA e sua manipulação e descarte também é de responsabilidade da empresa contratada.

Apesar da preferência por tratamentos não químicos, é por vezes recomendado que haja uma desinsetização de rotina. Quanto à periodicidade das desinsetizações rotineiras, o ideal é que exista um histórico de informações sobre o local e as ocorrências de pragas.

Cabe ao profissional técnico responsável estabelecer o número de visitas e aplicações de acordo com o que for considerado melhor para o estabelecimento e o cliente. Geralmente, a periodicidade de visitas está diretamente relacionada ao porte do estabelecimento (número de leitos) e à localização do hospital. As visitas podem ser semanais, quinzenais ou mensais.

Tendo em vista que determinadas áreas são mais propensas a desenvolverem uma infestação em relação a outras, há uma periodicidade recomendada para melhor eficiência na identificação e controle dos insetos.

É importante, contudo, lembrar que estas são sugestões. São elas:

- mensalmente, áreas críticas como cozinhas, copas, despensas e redes de esgoto devem ser desinsetizadas;

- a cada dois meses, áreas de cuidados com os pacientes como enfermarias, apartamentos, centros cirúrgicos, CTIs, UTIs, pronto-socorros e consultórios médicos devem ser inspecionados, sendo recomendado pela vigilância sanitária que haja desinsetização ao menos uma vez ao ano;

- os setores administrativos devem passar por inspeção a cada três meses.

O controle citado acima é, na maioria das vezes, realizado com os materiais menos agressivos possíveis, como géis baraticidas e formicidas, ratoeiras, entre outros. Se por alguma eventualidade for necessário um controle químico mais eficiente no ambiente hospitalar, certas medidas devem ser tomadas visando garantir a segurança de todas as pessoas envolvidas ativa ou passivamente no processo, tais como:

- ações de controle químico devem ser de conhecimento da Diretoria Administrativa, que, por sua vez, informará aos setores os horários e locais que serão desinsetizados ou desratizados;

- qualquer ação de controle químico deve estar respaldada em normas e rotinas técnicas, inclusive consultando a Gerência de Controle de Zoonose em caso de dúvidas;



Alan George Calvet da Silva,Professor e Biólogo com experiência em saúde pública.
crbio: 107.266/05-D

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Tô com problemas com POMPOS o que fazer?


Gostaria de obter informações de onde comprar equipamentos sonoros para espantar Pombos em locais abertos. Esses aparelhos são eficientes? 

Resposta: Os equipamentos sonoros foram uma coqueluche nos anos 70 e 80 para afastar Pombos. Surgiram várias marcas nos Estados Unidos e alguma coisa no Brasil. Os maus resultados levaram a EPA (Agência de Proteção ao Meio ambiente americana) a proibir a sua comercialização. Hoje, esses equipamentos são encontrados em várias partes do mundo, mas sua eficácia é duvidosa. A maior decepção na adoção deste método foi recentemente implantado na cidade de Bragança Paulista, interior de São Paulo. Os barulhos sonoros eram tão irritantes que gerou muitas reclamações dos moradores que residem próximo ao local, imediatamente a Prefeitura da cidade desativou todos os aparelhos sonoros. Você pode consultar uma dedetizadorade sua confiança e procurar saber mais informações sobre outros métodos utilizados no controle de pragas para afastar os Pombos.

Pergunta 2: Próximo a nossa casa  tem um rapaz que alimenta os Pombos. Um casal de Pombos fez ninho em nosso telhado, num local de difícil acesso. Acontece que temos um sótão onde fica nosso escritório e estamos sendo atacados pelos “ácaros – piolho de Pombo”. É uma alergia tremenda, muitas picadas. Não sabemos o que fazer.

Resposta: O primeiro passo é conversar com essa pessoa que está alimentando os Pombos, explique para ele os perigos que os Pombos oferecem para a população, lembre-se o diálogo é tudo. Já em relação a estrutura do imóvel, quando ocorrem infestações de parasitas de Pombos (ácaros principalmente) há necessidade de intervenção de um profissional de controle de pragas pois nesse caso devem ser utilizados produtos químicos de uso profissional específico. Recomenda-se que simultaneamente seja feito um trabalho de remoção de ninhos, limpeza, fechamento e vedação das possíveis aberturas para que a infestação não volte a ocorrer. No momento da remoção dos ninhos muito cuidado. Use sempre máscara para proteger contra a inalação dos resíduos de Pombos incrustados.

Pergunta 3: Existe espantalho para Pombos? Ou é só em filmes? Qual a sua experiência no uso de balões infláveis com aparência de coruja para espantar pássaros? Gostaria de saber se existe alguma planta ou substância que eles não gostem.

Resposta: Existe espantalho para Pombos. Não é ficção não. Ocorre que os Pombos costumam acostumar-se facilmente a estes artefatos. Existem balões com forma de coruja, artefatos em forma de ave de rapina, e muitos outros recursos. Mas os Pombos são extremamente inteligentes e logo percebem que o “animal” não tem nenhuma ação e talvez esteja morto? Eles realmente acabam percebendo que o animal está desativado e passam até a pousar em cima da cabeça dele. Com relação a plantas infelizmente não há nenhuma que possa oferecer esse resultado.

Pergunta 4: Estou com um problema de Pombos em meu prédio e gostaria de saber se há algum tratamento para este tipo de praga desde que o mesmo seja liberado pelo Ibama e pela Prefeitura Municipal. Moro num condomínio com 06 blocos e todos estão infestados de Pombos que fazem sujeira e muito barulho. Estamos percebendo que estão começando a procriar nos vãos entre a parede e o telhado. O que fazer? Gostaria de ter informações a respeito de evitar Pombos nas varandas de coberturas de edifícios. Imagino que haja outras opções além de gel.

Resposta: A infestação de Pombos em prédios de apartamentos é um problema ainda mais sério por que num local onde moram muitas pessoas há também muitas maneiras de pensar e atritos surgem antes que se consiga chegar a uma solução do problema. O fato é que os Pombos são realmente animais que apresentam risco de liberação de patógenos e procriam rapidamente, especialmente se o prédio apresentar as condições favoráveis como varandas, peitoris, telhado, vãos vazios, vãos para aparelhos de ar condicionado.

As estruturas contemporâneas são mais lisas, usam mais vidro e não costuma ter peitoris. A grande maioria dos prédios são coloniais ou já tem muitos anos de construídos e são observadas muitos detalhes da obra que servem de pouso de abrigo para essas aves. Uma grande preocupação dos condomínios é com a manutenção da estética da fachada. Até mesmo o uso de vidro para o fechamento das varandas só pode ser feito com autorização em Assembleia. As telas de segurança costumam ser rejeitadas por que a sua aparência modifica de certa forma a estética. Elas são visíveis e sua utilização não está ligada exclusivamente à necessidade de segurança.

Há, no entanto, telas chamadas de invisíveis, que são telas que vistas a pouca distância não são perceptíveis e de certa forma alguma modificam o aspecto da fachada. Talvez essa seja uma das melhores soluções a ser sugerida para os prédios de apartamentos bem como para os prédios históricos. O uso de espículas não é aconselhado pois incomoda bem como o uso de géis, já que eles têm que ser repostos continuamente.

Pergunta 5: Tenho um imóvel tipo sobrado localizado em uma praça, próximo a um restaurante e devido à altura do imóvel os Pombos ficam permanentemente no telhado. Já fechei todos os buracos por onde poderiam entrar no telhado, já fixei arames em volta do telhado e na canaleta, agora eles ficam em cima do telhado e da canaleta depositando toda a sujeira possível. Tem me causado inúmeros problemas, entupimento da canaleta, gera estragos na pintura interna, já gastei o que estava ao meu alcance. Não sei mais o que fazer.

Resposta: As residências sofrem demais a ação dos Pombos já que a sua presença causa sérios riscos às estruturas, como vazamentos, entupimentos de calhas, muita sujeira por paredes, piso. E muitas casas estão localizadas em regiões onde um ou outro vizinho alimentam de alguma forma esses pombos e isso acabar tornando-se um grande problema. A primeira providência é verificar se há alguma coisa a ser feita em relação à vizinhança. Os vizinhos necessitam aproximar-se e procurar esclarecer aos que ainda não sabem dos males que os pombos podem trazer a todos, em especial à saúde pública.

A segunda tarefa é evitar que os Pombos aninhem sob o telhado e o fechamento de todos os acessos é a ação a ser tomada em seguida. Em terceiro lugar está o telhado. Este é um pouco mais trabalhoso. Nos Estados Unidos há artefatos que são colocados sobre o telhado e ligados a uma fonte de energia. Quando o Pombo pisa sobre eles leva um choquinho e acaba evadindo-se. Se o Pombo não encontra abrigo ele dificilmente vai permanecer no local, só se houver uma fonte boa de alimento. A eliminação do abrigo é a ação mais forte a ser tomada.

Para os terraços a solução seria esticar vários fios de nylon em direções e ângulos diferentes. O Pombo vem para pousar e esbarra num desses fios que ele não percebeu. Depois de algumas tentativas ele vai buscar outros pousos. Esses fios devem permanecer esticados durante um bom tempo pois os Pombos são muito apegados ao local principalmente se já estiverem há bastante tempo por lá. Não se recomenda o uso de venenos ou de espingardinha. São recursos que além de cruéis não vão impedir que novos bandos de Pombos se instalem.

O problema com Pombos é mundial e em outros países há constantemente campanhas de conscientização da população. Isso aconteceu na Inglaterra na famosa Trafalgar Square, onde havia um grande número de carrocinhas que vendiam milho para os Pombos e foi necessariamente um trabalho árduo para a retirada desses carrinhos e para a redução da população de Pombos. Hoje Portugal enfrenta uma grande infestação e anuncia que pretende usar anticoncepcional para Pombos para resolver o problema.

Pergunta 6: Gostaria que me informasse quais os produtos que posso utilizar para repelência de Pombos em um prédio hospitalar, pois a legislação brasileira protege esses animais da mortandade. Os Pombos estão nos parapeitos das janelas de um edifício de 8 andares onde funciona um centro médico. Há bastante espaço para eles se alojarem e frequentemente fazem ninhos. O maior problema é que os aparelhos de ar condicionado que ficam em cada janela estão trazendo para dentro das salas odores dos animais, das fezes e muitas vezes seus vestígios e propicia também calor, pois se alojam justamente embaixo dos aparelhos. Já orçamos telas, mas não querem modificar a estética do prédio. Os Pombos causam muitos estragos, pois suas fezes rapidamente sujam todos os parapeitos, por mais que se lave e sempre voltam a sujar tudo, além de sujarem também os carros dos clientes que ficam estacionados na área externa.

Resposta: Os Pombos devem ser repelidos desses ambientes e a experiência nos mostra que a grande maioria dos casos tem solução. Talvez não uma solução mágica, mas que seja baseada nas técnicas disponíveis preservando a saúde e a integridade predial. O uso de espículas, de molas, de telas, de gel, de espumas, de cortinas, de artefatos que vão sendo muitas vezes construídos a partir da necessidade de cada um. Uma coisa certa, a pior maneira é através de envenenamento ou de tiro. Os Pombos retornam, muitos sobrevivem e voltam. Certa vez ouvi em um hospital o administrador contar que tinha dificuldade em repelir os Pombos, pois os pacientes apreciavam ouvir o arrulhar dos Pombos em suas janelas. Esse é um argumento que não justifica colocar em risco a vida de tantas pessoas. Há outros pássaros lindos e cantadores que vão poder alegrar a vida de quem está hospitalizado, não é mesmo?

Pergunta 7: Onde eu moro tem muitos Pombos no telhado da vizinha, e a janela do meu quarto fica de frente para o telhado. Muitas vezes os Pombos sentam na minha janela. Queria saber se mesmo eles ficando no telhado da vizinha corro algum risco.

Resposta: Os Pombos são realmente responsáveis por liberar microrganismos patogênicos no ambiente e conhecer esse assunto é um passo para a conscientização. A proximidade de um criatório com acúmulo de excretas de Pombos é um alto risco à saúde pública. As fezes ressecadas liberam esporos de fungos que são aspirados pelas pessoas envolvidas. As medidas de controle devem ser bem estudadas para que o processo usado tenha um resultado definitivo.

Pergunta 8: Gostaria de informações e sintomas sobre a toxoplasmose. As fezes de Pombos causam toxoplasmose?

Resposta: Muitas pessoas preocupam-se com a toxoplasmose, que o Pombo possa de alguma forma transmitir essa doença para as pessoas. Na verdade, o que se sabe até a data de hoje é que a toxoplasmose não pode ser transmitida para humanos através da inalação de excretas de Pombos. A contaminação só ocorre se o homem ingerir o microrganismo na forma de oocisto. Este encontra-se em fezes de gatos filhotes, que são o hospedeiro definitivo do microrganismo. Os Pombos podem eventualmente até ingerir fezes de gatos contaminadas, podem até liberar nas próprias fezes, mas não há possibilidade de que o homem entre em contato com o protozoário, a não ser se ingerir carne de Pombo crua ou mal cozida, o que não é muito provável.

Pergunta 9: Gostaria de mais informações sobre o gel repelente aplicado na superfície onde o Pombo pousa.

Resposta: O gel repelente é um material viscoso aplicado com o mesmo aplicador usado para distribuir silicone. O gel deve ser aplicado em sentido de zig zag nas superfícies onde os Pombos pousam. Não é um produto caro mas tem vida curta (2 a 3 meses), necessitando ser removido e reaplicado. A poeira ambiental costuma se depositar no gel e na sua eficiência se perde. Os Pombos pousam na superfície com o gel e sentem-se escorregadia. Procuram assim evitar o ponto de pouso onde houver o gel.