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sábado, 20 de agosto de 2016

Por Diário de Biologia : Chega de absorvente meninas,Calcinha que absorve menstruação !!


As mulheres de todo o mundo recorrem a absorventes externos, tampões e coletores menstruais para encarar os dias de sangramento. Tem até um tipo deabsorvente interno que permite que a mulher tenha relações sexuais durante a menstruação sem nenhuma sujeira. Mas agora, uma empresa promete que as mulheres nunca mais usarão estas coisas enquanto estiverem menstruadas.
A novidade é uma calcinha que absorve o sangue e, de acordo com a marca, não deixa a mulher úmida nem incomodada. A calcinha está sendo chamada deThinx, que leva o nome da marca que a produz. De acordo com os desenvolvedores, graças a uma tecnologia própria, a calcinha tem capacidade de absorção equivalente a dois absorventes internos. Além disso, garante que a região íntima ficará sequinha e que não haja vazamentos, mesmo naquelas mulheres com fluxo menstrual intenso.
No site da marca, eles não revelam exatamente a tecnologia usada e explicam que a calcinha possui camadas: uma superior, que drena o líquido, e a inferior, superfina, que tem a função de afastar o sangue do contato com pele e mucosa. Além disso, dizem que o tecido usado é antibacteriano e que a calcinha não é descartável e pode ser reutilizada várias vezes.  Basta enxaguá-la e, em seguida, colocá-la na máquina de lavar como de costume, mas sem amaciantes.
A mulher poderá escolher o modelo de calcinha de acordo com a fase da menstruação!
Uma desvantagem do produto é que você precisará de pelo menos 3 modelos para as diferentes fases do período. Para dias de fluxo intenso, são recomendadas as “hip huggers”, calcinhas de lateral mais grossa. Para os fluxos intermediários, os modelos “sport” (mais básico) e o de cintura alta são as sugestões. Para os dias mais leves, os modelos “cheeky” (um pouco mais cavados) e a calcinha tipo short. No finalzinho da menstruação, a mulher pode optar pela calcinha fio dental da marca que seria o suficiente.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Química dos alimentos : Leite




Depois de saber que o leite contém tantas misturas - até ácidos - você deve estar se perguntando, será que ele faz bem a saúde?
Bom, o leite, em primeira mão, é produzido pelas vacas para alimentar seus filhotes. Nós o usamos para nos alimentar desde o inicio de nossas vidas devido ao seu alto valor nutritivo.
Após ser tirado da vaca, ele vai para indústria, e é ai que a Química entra em ação! Ela tem um papel fundamental para garantir a qualidade do leite, analisando e monitorando as suas propriedades químicas para que ele chegue às nossas geladeiras em perfeitas condições de uso.
.
Seguindo um pouco mais, vamos entrando no mundo da Química do leite; pois este possui várias propriedades químicas. Algumas:
 Possui uma acidez natural logo após a ordenha, isto porque possui entre 0,13 e 0,17 % do seu volume de ácido lático;
 Seu pH é de + ou – 6,6 a 25º C e ... Quem diria?! Pode ser uma ótima solução tampão quando pH estiver em torno de 5 e 6 devido a presença de dióxido de carbono, cítratos, lactatos e fosfatos;
Tem sabor, cor e odor característicos, pois não é doce, nem salgado, ácido, nem alcalino.
E aqui vale a pena lembrar que, se for guardado em condições inadequadas, como em altas temperaturas, ele pode estragar!
Além de possuir densidade, tensão superficial, viscosidade, calor especifico.....
Ufa...
Quanta Química podemos encontrar em um simples copo de leite...
Sem contar que ele serve de matéria prima para muitas outras coisas gostosas...
Chocolate...
Sorvete...
Iogurtes...
Queijos...
E muitas outras.


Mas por hoje , vamos parar por aqui...
E deixar para discutir estes outros pontos em um nova viagem ....
Na nossa busca incessante pela Química dos alimentos!!!!
Até mais....
Foto de Alan Calvet.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Estudante do ENEM, seu dia é produtivo ?




1) Pare de abusar da “soneca”: De acordo com a Fundação Nacional do Sono dos EUA, cerca de 1/3 dos americanos dizem que dormem menos do que precisam para funcionar bem. Com isso, o amado botão “soneca” é o salvador que garante mais uns 20 minutinhos de sono… ou isso é o que pensamos. Uma pesquisa de um hospital de Nova York comprovou que essa funcionalidade do celular é muito mais vilã do que mocinha, porque ela nos interrompe bem no meio de um ciclo do sono. O efeito de uma boa noite de descanso no organismo pode ser cortado através da “soneca”, porque voltamos a dormir, apenas para sermos despertados bruscamente alguns minutos depois. Isso provoca um choque de cansaço logo no início da manhã, causando aquela sensação de estar zonzo quando saímos das cobertas.
Por isso, a primeira coisa que você deve fazer é interromper o hábito de “só mais 10 minutinhos”. Se precisar, coloque o celular a uma distância suficiente para que você tenha que levantar da cama para desligar o alarme – então, você já vai ter levantado e pode resistir mais facilmente a dormir mais um pouquinho.

2) Não cheque as notificações do celular: A única coisa que acordar e ir direto para o celular faz é aumentar seus níveis de estresse e te fazer pensar em tudo que você tem que fazer antes mesmo de você ter tempo de lavar o rosto.
É claro que isso é mais fácil de falar do que fazer, afinal, como eu disse, a maioria das pessoas usa o celular como despertador. Mas é mais do que justo que você se conceda pelo menos alguns minutos de paz dentro da sua própria cabeça antes de partir para a agitação do dia. E a solução é muito, muito simples: compre um relógio-despertador (um item muito barato que você encontra em qualquer loja de bugigangas) simples e deixe o celular longe de você.


3) Tire alguns minutos para se espreguiçar: Esticar os braços, as pernas e rolar na cama enquanto acorda é instintivo e muito prazeroso, servindo para lembrar ao seu corpo que é hora de levantar. Depois que você termina, já se sente automaticamente mais desperto e relaxado. Muito melhor do que pular da cama assustado, já enfiando a caneca de café na boca, certo?

4) Tome banho e coma com calma: Nada de fazer as coisas correndo, tome o café com calma, de preferência deixando o celular de lado por um tempo e se concentrando na comida. Faça cada atividade no seu tempo determinado, com tranquilidade. Durante a manhã, manter a calma nas atividades é essencial para aquilo que já mencionamos lá em cima: dar a oportunidade para o corpo acordar no seu tempo. Além disso, outro macete bacana para as manhãs é tomar bastante água, porque depois de tantas horas dormindo, o corpo já começa a exigir mais hidratação. Um bom copo antes mesmo do café da manhã vai renovar sua disposição.

5) Defina suas melhores horas:
Todo mundo tem algum momento do dia em que se sente mais concentrado. De acordo com o psicólogo americano Dan Ariely, autor do livro Previsivelmente irracional, temos entre 2h a 2h30 de pico de produtividade por dia, período no qual você pode ser até 30% mais eficiente nas suas tarefas. Segundo ele, para a maioria das pessoas, essas horinhas preciosas acontecem entre 1h e 2h depois que você acordou. Assim, se você levanta todo dia às 7h, é provável que suas horas mágicas comecem em torno de 8h30 ou 9h.
É claro que isso não é uma regra. Eu, por exemplo, não funciono nada bem pela manhã (aposto que alguns de vocês, leitores, também). Mas sei bem que meus melhores horários costumam ser à tarde ou à noite, ou seja, o período de horas em que eu mais consigo fazer coisas eficientemente. O segredo é você encontrar quais horas são essas, no seu organismo, e investir nelas. Aí, sim, você vai poder montar um esquema como vou explicar no próximo tópico.

6) Monte um plano com três tarefas importantes para o dia:
Tanto esse item quanto o anterior não precisam necessariamente ser feitos durante a manhã, quando você está acordando. Você pode refletir sobre eles e ver o melhor jeito de aplicá-los na sua rotina, dependendo do horário em que você acorda e quando exatamente é o seu pico de produtividade. O importante é deixar definido na mente as tarefas mais importantes que você deve dar atenção durante o dia que está começando, e qual horário é melhor para realizar cada uma. Lembre-se que não estou falando de muitas tarefas; são, no máximo, três, porque não adianta encher o seu calendário e não conseguir fazer nem metade.
Por exemplo: amanhã, você definiu que vai 1) terminar a lista de exercícios de Física; 2) fazer uma redação; 3) ler 3 capítulos de uma das obras obrigatórias. Digamos que as suas horas mais produtivas sejam à tarde, entre 14h e 16h. Supondo que você esteja precisando treinar sua escrita, uma solução é deixar para fazer a redação às 14h, quando você estará mais concentrado, e passe a lista de Física para outro horário anterior. A leitura do livro pode ficar para depois da redação.


#repost de https://www.instagram.com/concursandanotrt/


Matéria completa em: http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/dicas-estudo/2015/04/22/6-habitos-matutinos-vao-tornar-seu-dia-muito-mais-produtivo/

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Você é um Multitarefa? Dê um descanso ao seu cérebro!!!



Você é um multitarefa? Pois dê um descanso,intervalos ao cérebro,ganhe mais FOCO e garanta mais atividades realizadas com eficiência no final do seu dia.

Planeje o seu dia: pela manhã, estipule metas ligadas a horários de execução, definindo o máximo possível as atividades que precisam ser concluídas até o fim do dia — e tenha certeza de concluí-las antes de começar a saltar entre o Facebook, o Twitter, os emails etc.

Alterne “foco” e “distração”: tempos definidos para atenção focada e relaxamento normalmente ajudam. De fato, um cérebro descansado é muito mais capaz de manter o foco em uma atividade. Sugerem-se a alternância de “25 minutos de trabalho focado” e “5 minutos de descanso”.

Reserve um horário para mensagens e emails: defina um horário durante a sua rotina diária para checagem de emails e demais formas de comunicação. Também pode ser particularmente útil desativar as notificações do smartphone, para não atrapalhar a rotina. Fora desses intervalos, o ideal é manter quaisquer canais fora do alcance imediato — mesmo correndo o risco de protelar a leitura daquela mensagem particularmente “urgente”.✏🐸Adaptado megacurioso

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Como assimilar o que LEIO?!


Eu sempre digo quem Lê bem e cria o hábito da leitura e escreve o que leu,acaba assimilando melhor....
Busque escrever resumos do que leu e entendeu no final de cada leitura, mas não se esforce ou se torture tentando lembrar de tudo, escreva somente aquilo que lembrar. Depois, após reler o capítulo, escreva novamente e assim por diante. Eu faço isso nas minhas leituras quando estudo conteúdos de biologia, pois preciso ler diariamente e compreendê-los muito bem.

Crie um blog para você! Faça esquemas,resumos!! Faça-o apenas para publicar resenhas diárias do que você está lendo e aprendendo. É uma ótima forma de assimilar ainda mais as suas leituras,muitos estudantes fazem assim. Eu faço isso sempre aqui nos amantes da biologia. Além de ajudar outras pessoas, eu treino a minha produção de textos e ainda consigo transmitir algumas informações que aprendi por meio dos livros. Seu blog não precisa ser visto por ninguém, crie-o apenas para descarregar tudo aquilo que aprendeu e está na sua mente. Ou, se preferir, faça apenas em word ou slides no power point, com esquemas, etc. Use sua criatividade para escrever o que está fresquinho em sua mente e fixar ainda mais!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Tudo sobre a pílula do dia seguinte!!



Os métodos contraceptivos clássicos, tais como as pílulas anticoncepcionais, DIU, diafragma e a camisinha, são habitualmente utilizados antes ou durante a relação sexual com o intuito de impedir a ocorrência de uma gravidez.

A contracepção de emergência, mais conhecida sob a forma da pílula do dia seguinte, é um método contraceptivo que pode ser usado após a relação sexual, sendo capaz de inibir uma gravidez quando a mulher imagina ter tido relações sem as devidas precauções anticoncepcionais.

É importante frisar que a contracepção de emergência é um método de controle de natalidade para ser usado ocasionalmente, em situações de emergência. De forma alguma a pílula do dia seguinte deve ser usada habitualmente, como substituta dos métodos tradicionais de controle de natalidade, pois ela é basicamente uma bomba hormonal.

Neste texto vamos explicar as opções disponíveis de contracepção de emergência, abordando os seguintes pontos sobre a pílula do dia seguinte e suas alternativas:

Opções disponíveis para contracepção de emergência.


Limite de tempo para tomar a pílula do dia seguinte.


Quando usar a pílula do dia seguinte.


Como age a pílula do dia seguinte.


Eficácia da pílula do dia seguinte.


Como tomar a pílula do dia seguinte.


Nomes e preços da pílula do dia seguinte.


Efeitos colaterais da pílula do dia seguinte.


O QUE SÃO MÉTODOS CONTRACEPTIVOS DE EMERGÊNCIA?


A contracepção de emergência, também chamada de contracepção pós-coito, é uma medida de controle de natalidade que pode ser usada depois da relação sexual ter sido realizada. A contracepção de emergência deve ser usada pelas mulheres que não desejam engravidar, mas tiveram relações sexuais sem a devida proteção de um método contraceptivo.


Existem duas formas de contracepção de emergência


– Pílulas anticoncepcionais de emergência, mais conhecidas como pílula do dia seguinte.


– Dispositivos intrauterinos, conhecidos como DIU.


O DIU é um método contraceptivo que é efetivo mesmo se implantado depois da relação sexual já ter ocorrido. Neste artigo vamos dar ênfase à pílula do dia seguinte.


LIMITE DE TEMPO PARA TOMAR A PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Após uma relação sexual desprotegida, a pílula do dia seguinte deve ser tomada o mais rápido possível, de preferência dentro das primeiras 72 horas (3 dias). Porém, apesar do clássica recomendação de 72 horas, até o limite de 120 horas (5 dias) a contracepção de emergência ainda pode ser eficaz. É importante notar, entretanto, que a cada dia que passa, a eficácia contraceptiva do esquema se reduz, principalmente após as primeiras 72 horas.


Nos EUA, Portugal e outros países da Europa (mas não no Brasil) já é comercializado o acetato de ulipristal (ellaone®), uma pílula do dia seguinte que mantém elevada eficácia até 120 horas.


Como a pílula do dia seguinte é mais efetiva nas primeiras horas, recomenda-se que todas as mulheres com vida sexual ativa, que não planejam ter filhos no momento, tenham pelo menos uma caixa do medicamento em casa para que o mesmo possa ser utilizado rapidamente em caso de emergência.

INDICAÇÕES PARA O USO DA PÍLULA DO DIA SEGUINTE


A pílula do dia seguinte não é um método anticoncepcional para uso frequente. Geralmente, indicamos o uso da PDS em duas situações:


1. Se você teve relação sexual vaginal sem a proteção de nenhum método anticoncepcional (camisinha, DIU, pílula, implante, diafragma…) nas últimas 120 horas.


2. Se você nas últimas 120 horas teve relações sexuais e usou um método anticoncepcional de forma incorreta ou se o mesmo sabidamente apresentou falhas. Isto inclui as seguintes situações:


– Camisinha que estourou, que foi usada de modo incorreto ou que saiu do pênis durante o ato sexual.


– Mulher que normalmente toma pílulas anticoncepcionais contendo estrogênio e progesterona e se esqueceu de tomar a pílula por dois dias seguidos.


– Mulher que normalmente toma pílulas anticoncepcionais contendo apenas progesterona (chamada de minipílula) e atrasou sua tomada em mais de três horas.


– Mulher que normalmente usa injeções de acetato de medroxiprogesterona (também chamado de Depo-Provera®) e atrasou sua injeção mais do que duas semanas.


– Mulher que normalmente usa adesivos anticoncepcionais e os retirou antes ou depois do tempo programado.


– Diafragma ou preservativo feminino que se rompeu ou saiu do lugar.


– DIU que saiu acidentalmente.


Atenção: a pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência e assim deve ser encarada. Devemos ter todo o cuidado para não banalizar o uso da pílula do dia seguinte, não só porque ela não é tão efetiva quanto os métodos de controle de natalidade tradicionais, como também porque a dose de hormônios contida na mesma é mais elevada do que nos anticoncepcionais comuns, podendo causar efeitos colaterais graves se usada repetidamente.

Nas últimas décadas temos reconhecido cada vez mais os efeitos colaterais do uso excessivo de hormônios femininos como forma de contracepção. Não é por acaso que atualmente a dose hormonal das pílulas anticoncepcionais tradicionais é muito mais baixa do que as das pílulas das décadas de 1970 e 1980.


COMO FUNCIONA A PÍLULA DO DIA SEGUINTE


No Brasil a pílula do dia seguinte mais usada é composta por levonorgestrel 0,75 mg (marcas mais comuns: Postinor-2®, Pilem®, Pozato®, Diad®, Minipil2-Post® e Poslov®). Como já referido, a pílula de ulipristal ainda não está a venda no Brasil.


O levonorgestrel é uma progesterona sintética, que atua como método contraceptivo de emergência por três mecanismos:


– Inibe a ovulação.


– Impede a fertilização do óvulo pelo espermatozoide.


– Impede que óvulo fecundado se aloje no útero.


Dentre os três mecanismos acima, a inibição da ovulação é o mais importante, daí a necessidade de tomar a pílula o mais rápido possível.

Basicamente o que a pílula do dia seguinte faz é alterar o ciclo menstrual, antecipando o momento da menstruação (leia: PERÍODO FÉRTIL | Quando ocorre a ovulação?). A maioria das mulheres menstrua cerca de 1 semana após o uso da pílula.


TOMEI A PÍLULA DO DIA SEGUINTE E NÃO MENSTRUEI. O QUE FAZER?


Como referido, a menstruação costuma vir dias depois do uso da pílula. A descida da menstruação confirma a eficácia do tratamento. É muito comum que a menstruação não venha exatamente igual ao habitual, pois o ciclo foi interrompido pela metade.


Dependendo do momento do ciclo menstrual que a PDS tenha sido tomada, a menstruação pode demorar um pouco mais de 1 semana para descer. Poucos dias de atraso não são motivo para pânico. Porém, se a menstruação não tiver vindo 3 a 4 semanas após o uso da pílula do dia seguinte, a paciente deve fazer um teste de gravidez pois, nestes casos, é preciso começar a considerar a hipótese de falha da pílula.


A PÍLULA DO DIA SEGUINTE PROVOCA ABORTO?

Não, a pílula do dia seguinte não é abortiva! O aborto é proibido por lei no Brasil. Se a pílula do dia seguinte fosse abortiva, ela não teria autorização para ser comercializada.


Tecnicamente, uma medicação abortiva é aquela que age após o óvulo fecundado já ter sido implantado no útero. O aborto é a perda de um embrião que estava se desenvolvendo em um útero. Como foi explicado, a ação do levonorgestrel é anterior à implantação do óvulo fecundado ao útero, não sendo, portanto, uma droga que provoca aborto.

Se o levonorgestrel for tomado após o óvulo já ter sido implantado ao útero, ele não terá efeito algum sobre a evolução da gravidez. Ele não provoca aborto e não há estudos que indiquem perigo de malformação fetal, caso o medicamento seja acidentalmente usado em mulheres já grávidas.

Por outro lado, o ulipristal pode ter efeitos nocivos para o feto e não deve ser tomado se a mulher suspeita já estar grávida.


EFICÁCIA DA PÍLULA DO DIA SEGUINTE

Se tomado corretamente e dentro do prazo de 5 dias, o ulipristal apresenta eficácia de 98,5%. Já o levonorgestrel, se tomado corretamente e dentro do prazo de 72 horas, tem eficácia de 97%.

Em mulheres obesas, com IMC maior que 30, damos preferência ao uso do DIU como método contraceptivo de emergência, pois neste grupo a pílula do dia seguinte possui eficácia bem menor, apresentando 4 vezes mais riscos de falhas quando comparado a mulheres de massa corporal normal (IMC entre 18 e 25)


Se a menstruação não tiver vindo 3 a 4 semanas após o uso da pílula do dia seguinte, a paciente deve fazer um teste de gravidez.

É importante salientar que o efeito da pílula é garantido apenas para aquela relação sexual que motivou o seu uso. Se a mulher voltar a ter relações desprotegidas após ter tomado a pílula, não há como garantir seu efeito anticoncepcional.


COMO TOMAR A PILULA DO DIA SEGUINTE


O levonorgestrel é habitualmente vendido em uma caixa com 2 comprimidos de 0,75 mg, que podem ser tomados juntos de uma só vez ou separados por 12 horas de intervalo. Já há no mercado a caixa com 1 comprimido de 1,5 mg, o que facilita a toma única do medicamento.


O ulipristal é vendido em caixa com 1 comprimido de 30mg que deve ser usado também em dose única.


Se você tomou a pílula do dia seguinte e teve nova relação sexual desprotegida após 120 horas, é possível tomar uma segunda dose (exceto o ulipristal, que não deve usado mais de uma vez por ciclo). É preciso notar, porém, que este tipo de contracepção de emergência é feito com doses não fisiológicas de hormônios, que não devem ser administradas seguidamente, devido ao risco de efeitos colaterais.

Se você se encontra na situação de precisar da pílula do dia seguinte com alguma frequência, é porque está sendo muito irresponsável. Acidentes pontuais, como a camisinha estourar, podem acontecer com todo mundo, e justificam o uso da PDS. Agora, nada justifica a mulher frequentemente precisar fazer uso da pílula do dia seguinte..

Nas mulheres que já usam anticoncepcional regularmente, mas precisaram da pílula do dia seguinte por terem esquecido de tomá-lo corretamente, a pílula convencional pode ser reiniciada no dia seguinte. Ter tomado a PDS não impede que a mulher volte a tomar o resto da cartela da sua pílula habitual. Mas atenção, é preciso esperar a próxima menstruação para poder confiar novamente no efeito contraceptivo dela. Até lá, deve-se usar camisinha ou qualquer outro método de barreira junto com o anticoncepcional.


NOMES COMERCIAIS E PREÇO MÉDIO DA PÍLULA DO DIA SEGUINTE

– Levonorgestrel 0,75 ou 1,5 mg:

Diad ® → preço médio: 7 reais – caixa com 2 comprimidos de 0,75 mg.


Dopo ® → preço médio: 10 reais – caixa com 2 comprimidos de 0,75 mg.


Hora H ® → preço médio: 10 reais – caixa com 1 comprimido de 1,5 mg.


Neodia ® → preço médio: 12 reais – caixa com 1 comprimido de 1,5 mg.


Norlevo ® (Portugal) → preço médio: 10 euros – caixa com 1 comprimido de 1,5 mg.


Pilem ® → preço médio: 10 reais – caixa com 2 comprimidos de 0,75 mg.


Postinor ® → preço médio: 20 reais – caixa com 1 comprimido de 1,5 mg.


Pozato ® → preço médio: 15 reais – caixa com 1 comprimido de 1,5 mg.


Previdez ® → preço médio: 15 reais – caixa com 2 comprimidos de 0,75 mg.


Os preços acima foram pesquisados em Setembro de 2015. Em alguns casos, o preço médio da pílula do dia seguinte pode ser de 15 reais, mas é possível encontrar farmácias em promoção, com preços bem mais baixos. O ideal é pesquisar antes de comprar. Não há nenhum estudo que diga que uma marca é superior à outra em eficácia.

– Ulipristal 30 mg (não disponível no Brasil)


Ellaone ® (Portugal) → preço médio: 26 euros – caixa com 1 comprimido de 30 mg.


EFEITOS COLATERAIS DA PÍLULA DO DIA SEGUINTE

A pílula do dia seguinte é um medicamento extremamente seguro, se tomada de forma correta. Não há relatos de efeitos colaterais graves.

Náuseas e vômitos são os efeitos adversos mais comuns. Uma desregulação da menstruação é comum no primeiro mês após o tratamento.

Outros efeitos secundários possíveis, mas pouco frequentes, incluem tonturas, fadiga, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, e dor abdominal.

Se houver quadro de vômitos nas primeiras duas horas após a pílula ter sido tomada, sugerimos a repetição do esquema.


http://www.mdsaude.com/


sábado, 28 de novembro de 2015

Hepatite B: O que você sabe?



Causada pelo vírus B (HBV), a hepatite do tipo B é uma doença infecciosa também chamada de soro-homóloga. Como o VHB está presente no sangue, no esperma e no leite materno, a hepatite B é considerada uma doença sexualmente transmissível. Entre as causas de transmissão estão:
por relações sexuais sem camisinha com uma pessoa infectada,
da mãe infectada para o filho durante a gestação, o parto ou a amamentação,
ao compartilhar material para uso de drogas (seringas, agulhas, cachimbos), de higiene pessoal (lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam) ou de confecção de tatuagem e colocação de piercings,
por transfusão de sangue contaminado.


A maioria dos casos de hepatite B não apresenta sintomas. Mas, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. Como as hepatites virais são doenças silenciosas, consulte regularmente um médico e faça o teste.


A hepatite B pode se desenvolver de duas formas, aguda e crônica. A aguda é quando a infecção tem curta duração. Os profissionais de saúde consideram a forma crônica quando a doença dura mais de seis meses. O risco de a doença tornar-se crônica depende da idade na qual ocorre a infecção. As crianças são as mais afetadas. Naquelas com menos de um ano, esse risco chega a 90%; entre 1 e 5 anos, varia entre 20% e 50%. Em adultos, o índice cai para 5% a 10%.


O diagnóstico da hepatite B é feito por meio de exame de sangue específico. Após o resultado positivo, o médico indicará o tratamento adequado. Além dos medicamentos (quando necessários), indica-se corte no consumo de bebidas alcoólicas pelo período mínimo de seis meses e remédios para aliviar sintomas como vômito e febre.


Previna-se

Evitar a doença é muito fácil. Basta tomar as três doses da vacina, usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal, como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas, confecção de tatuagem e colocação de piercings. O preservativo está disponível na rede pública de saúde. Caso não saiba onde retirar a camisinha, ligue para o Disque Saúde (136).


Além disso, toda mulher grávida precisa fazer o pré-natal e os exames para detectar a hepatites, a aids e a sífilis. Esse cuidado é fundamental para evitar a transmissão de mãe para filho. Em caso positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas, inclusive sobre o tipo de parto e amamentação.


Vacina

Atualmente, o Sistema Único de Saúde disponibiliza gratuitamente vacina contra a hepatite B em qualquer posto de saúde. Mas, é necessário:
ter até 49 anos, 11 meses e 29 dias;
pertencer ao grupo de maior vulnerabilidade (independentemente da idade) - gestantes, trabalhadores da saúde, bombeiros, policiais, manicures, populações indígenas, doadores de sangue, gays, lésbicas, travestis e transexuais, profissionais do sexo, usuários de drogas, portadores de DST .


A imunização só é efetiva quando se toma as três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose.




Biologia

O agente causador da doença é um vírus DNA de fita dupla da família Hepadnaviridae.