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terça-feira, 7 de março de 2017

Professor cadeia alimentar cai no ENEM ?



Primeiramente devemos lembrar que a cadeia alimentar pode ser definida como o caminho percorrido pela matéria e a energia desde os produtores até os consumidores. De uma maneira resumida, podemos dizer que se trata de uma sequência linear de seres vivos que servem de alimento uns para os outros.


Os componentes de uma cadeia alimentar podem ser classificados em produtores, consumidores e decompositores.

- Os produtores são aqueles seres que sã

o capazes de produzir seu próprio alimento, ou seja, são seres autotróficos. Esses organismos podem ser, portanto, algas e plantas, por exemplo, que realizam o processo de fotossíntese.

- Os consumidores são aqueles seres que não produzem seu alimento, ou seja, são seres heterotróficos. Nesse caso, há seres vivos que se alimentam de outros seres vivos. Os consumidores que se alimentam dos produtores são chamados de consumidores primários, os que se alimentam dos consumidores primários são chamados de secundários e assim por diante. Sendo assim, podemos afirmar que os consumidores primários são sempre herbívoros ou onívoros, nunca carnívoros. Já os consumidores secundários devem ser carnívoros ou onívoros, mas nunca herbívoros.

- Os decompositores são aqueles seres que realizam a decomposição dos organismos. Eles atuam em todos os seres vivos, sejam eles produtores ou consumidores. Os organismos decompositores são os fungos e bactérias.

Cada elo de uma cadeia alimentar corresponde a um nível trófico. Sendo assim, os produtores correspondem ao primeiro nível trófico, os consumidores primários ao segundo nível e assim por diante. Como dito anteriormente, todos os seres vivos de uma cadeia alimentar servirão de alimento para os decompositores, sendo assim, eles atuam em todos os níveis tróficos.

Observe a seguir um exemplo simples de cadeia alimentar:



Observe essa cadeia alimentar com cinco níveis tróficos

Agora que já relembramos um pouco a respeito da cadeia alimentar, vamos analisar questões do Enem sobre o tema.

Enem 2011: Os personagens da figura estão representando situação hipotética de cadeia alimentar.


A figura representa um exemplo de cadeia alimentar

Suponha que, em cena anterior à apresentada, o homem tenha se alimentado de frutas e grãos que conseguiu coletar. Na hipótese de, nas próximas cenas, o tigre ser bem-sucedido e, posteriormente, servir de alimento aos abutres, tigre e abutres ocuparão, respectivamente, os níveis tróficos de:

a) produtor e consumidor primário.
b) consumidor primário e consumidor secundário.
c) consumidor secundário e consumidor terciário.
d) consumidor terciário e produtor.
e) consumidor secundário e consumidor primário.

Resolução: Nessa questão podemos deduzir que, se o homem alimentou-se de frutas, ele é considerado um consumidor primário. Caso o tigre alimente-se do homem, ele será considerado um consumidor secundário. Se o tigre servir de alimento para os abutres, esses últimos serão classificados como consumidores terciários. Sendo assim, a resposta correta é a letra c.

Enem 2012: A figura representa um dos modelos de um sistema de interações entre seres vivos. Ela apresenta duas propriedades, P1 e P2, que interagem em I, para afetar uma terceira propriedade, P3, quando o sistema é alimentado por uma fonte de energia, E. Essa figura pode simular um sistema de campo em que P1 representa as plantas verdes; P2 um animal herbívoro e P3, um animal onívoro.


Modelo de um sistema de interações entre seres vivos

A função interativa I representa a proporção de
a) herbivoria entre P1 e P2.
b) polinização entre P1 e P2.
c) P3 utilizada na alimentação de P1 e P2.
d) P1 ou P2 utilizada na alimentação de P3.
e) Energia de P1 e de P2 que saem do sistema.

Resolução: Diferentemente da questão cobrada em 2011, essa questão apresenta-se mais complexa e exige maior atenção do aluno, que deverá interpretar o modelo. Apesar de ser relativamente fácil, normalmente essa abordagem não é feita durante as aulas de Biologia. Observe que a função interativa I demonstra a proporção de P1 (plantas) e P2 (animais herbívoros) utilizada na alimentação do animal P3, que, como dito no enunciado, é um onívoro. A resposta é, portanto, a letra d.

Apesar de a cadeia alimentar ser considerada um tema simples em Biologia, diferentes abordagens podem dificultar a realização de algumas questões. Fique bastante atento aos detalhes da questão e nunca menospreze um conteúdo. Relembre toda a matéria mesmo que, em certas ocasiões, você considere-a desnecessária e com pouca probabilidade de ser cobrada.

sábado, 19 de novembro de 2016

Prófase I da Meiose



A prófase I é dividida em subfases: leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese. É a fase mais longa da meiose, fase onde ocorrem vários fenômenos importantes.



Leptóteno: os cromossomos finos, ainda na forma de cromatina, iniciam a espiralização.





Zigóteno: pareamento de cromossomos homólogos, também chamado de sinapse. Os pares de cromossomos ficam lado a lado, os genes alelos (que determinam o mesmo caráter) pareiam. Cada par de homólogos é chamado de bivalente ou tétrade (dois cromossomos duplicados = 4 cromátides).






Paquíteno: os cromossomos estão mais espiralizados, ficam mais grossos e visíveis ao microscópio óptico comum. Pode ocorre a troca de pedaços entre cromátides homólogas, fenômeno chamado de permutação ou crossing-over (crossover).






Diplóteno: Pode ser observado o quiasma (sobreposição dos pedaços das cromátides que estão sendo trocadas). Os quiasmas são a evidência do crossing-over e podem ser visualizados ao microscópio óptico.







Diacinese: os quiasmas desaparecem porque as trocas são completadas.


http://lucindamorais.blogspot.com.br/
(acessado em 05/07/2012)

Variabilidade: Entendendo o crossing-over !







A principal conseqüência da meiose, sem dúvida, é o surgimento da diversidade entre os indivíduos que são produzidos na reprodução sexuada da espécie.

A relação existente entre meiose e variabilidade é baseada principalmente na ocorrência de crossing-over.


O crossing é um fenômeno que envolve cromátides homólogas. Consiste na quebra dessas cromátides em certos pontos, seguida de uma troca de pedaços correspondentes entre elas.

As trocas provocam o surgimento de novas seqüências de genes ao longo dos cromossomos. Assim, se em um cromossomo existem vários genes combinados segundo uma certa seqüência, após a ocorrência do crossing a combinação pode não ser mais a mesma. Então, quando se pensa no crossing, é comum analisar o que aconteceria, por exemplo, quanto à combinação entre os genes alelos A e a e Be b no par de homólogos ilustrados na figura.

Nessa combinação o gene A e Bencontram-se em um mesmo cromossomo, enquanto a e b estão no cromossomo homólogo. Se a distância de A e B for considerável, é grande a chance de ocorrer uma permuta. E, se tal acontecer, uma nova combinação gênica poderá surgir.

As combinações Ab e aB são novas. São recombinações gênicas que contribuem para a geração de maior variabilidade nas células resultantes da meiose. Se pensarmos na existência de três genes ligados em um mesmo cromossomo (A, b e C, por exemplo), as possibilidades de ocorrência de crossings dependerão da distância em que os genes se encontram – caso estejam distantes, a variabilidade produzida será bem maior.


Outro processo que conduz ao surgimento de variabilidade na meiose é a segregação independente dos cromossomos. Imaginando-se que uma célula com dois pares de cromossomos homólogos (A e a, B e b), se divida por meiose, as quatro células resultantes ao final da divisão poderão ter a seguinte constituição cromossômica: (a e b), (a e B), (A e b) e (A e B).

A variabilidade genética existente entre os organismos das diferentes espécies é muito importante para a ocorrência da evolução biológica. Sobre essa variabilidade é que atua a seleção natural, favorecendo a sobrevivência de indivíduos dotados de características genéticas adaptadas ao meio. Quanto maior a variabilidade gerada na meiose, por meio de recombinação gênica permitida pelo crossing-over, maiores as chances para a ação seletiva do meio.





Na meiose a variação da quantidade de DNA pode ser representada como no gráfico ao lado, partindo-se, por exemplo, de uma célula que tenha uma quantidade 2C de DNA em G1

sábado, 22 de outubro de 2016

Os Amantes a biologia sempre está em sintonia e claro conectado quando o assunto é o ENEM!!




Os Amantes a biologia sempre está em sintonia e claro conectado quando o assunto é o ENEM!!

Procuramos ser fiel e ter disciplina ao um público específico que são nossos estudantes do Brasil todo e as redes sociais podem sim ser uma ferramenta a mais na preparação para o enem e vestibular,basta saber usá-las com disciplina,confiram e acessem os nossos links e estejam preparados e mais competitivos para garantir sua tão sonhada vaga na faculdade.




http://g1.globo.com/ma/maranhao/jmtv-2edicao/videos/t/edicoes/v/estudantes-de-sao-luis-fazem-simulados-e-usam-as-redes-sociais-para-o-enem/5394950/


https://www.instagram.com/alancalvet_amantesdabiologia/

https://www.facebook.com/profile.php?id=100007702384649

https://www.youtube.com/user/alancalvet1

sábado, 15 de outubro de 2016

Dia do Professor,porquê compartilho conhecimentos?






Vivemos em um tempo em que as pessoas, cada dia mais, descobrem, pelo bem ou pelo mal, o valor de compartilhar. 


Isso me levou a refletir sobre os motivos que levam essas tantas pessoas a sentar à frente do computador, periodicamente, escrever um texto para apresentar algum pensamento, alguma ideia ou alguma descoberta que acabou de fazer, apenas com a intensão de compartilhar esse texto e permitir que algumas e, às vezes, uma infinidade, de pessoas, leiam o texto e tenham a possibilidade de refletir a respeito, aprender, criticar, acrescentar, acatar como uma colaboração que, em alguns momentos, chega com extrema pontualidade ou como um milagre.

Eu aprendi, no final da adolescência e início de minha carreira profissional, que o conhecimento tem, como catalizador de seu crescimento, exatamente, o compartilhamento, a troca entre as pessoas, a colaboração entre os seres humanos, que possuem interesses com alguma afinidade. Claro tudo começou na vida escolar,de tudo que aprendi e assimilei hoje eu compartilho como professor e biólogo que sou,veio a facu e me credenciei para tal ofício,mais eu já o fazia mesmo sem ainda ser graduado.

Depois de algum tempo percebi que isso me fez aprender muito mais do que seria capaz de faze-lo sozinho e, graças ao compartilhamento, recebi a ajuda de muitas pessoas que compartilharam seus conhecimentos, até por gratidão, em função de alguma coisa que as ensinei em algum momento passado, embora jamais eu tenha ajudado qualquer pessoa pensando no retorno que isso proporcionaria mas, isto sim, porque eu aprendi em minha casa, com meus pais, que a generosidade é uma das grandes virtudes que devemos cultivar. A generosidade me levou a compartilhar o meu aprendizado e, com isso, aprendi que ela é capaz de fazer com que o conhecimento se torne sabedoria. Mas explicar isso só é possível escrevendo outro texto, muito maior do que este.

Esse comportamento me deu, também, mais notoriedade, mais credibilidade e a admiração de muitas pessoas que viam com simpatia, e até com certa dose de admiração, essa disponibilidade ou esse desapego em relação ao saber e, sobretudo, a admiração daqueles que, por uma ou outra razão acabavam tomando conhecimento das coisas que eu sabia em determinados campos de conhecimento principalmente da biologia e, inclusive, algumas vezes, se surpreendiam com a profundidade desse conhecimento, o que produzia credibilidade e respeito, impulsionando minha carreira e fazendo nascer oportunidades profissionais e pessoais inesperadas e surpreendentes.

Enfim, se o compartilhamento é o catalisador que acelera a obtenção do conhecimento e o seu desenvolvimento, as redes sociais, sem dúvida, são os aceleradores dessa reação, capazes de fazer com que o compartilhamento ocorra de forma muito mais intensa, provocando o aumento do volume do conhecimento apreendido pelo ser humano, em todos os campos de estudo.

Então, acredite nessas verdades aqui colocadas, compartilhe suas ideias, seja generoso com as outras pessoas e desapegado em relação àquilo que você conhece, troque conhecimentos, compartilhe suas ideias, conceda-se a liberdade de ensinar e o direito de aprender mais, para produzir realização pessoal, felicidade compartilhada e muito maior significado para sua vida.

Servir e compartilhar, compartilhar e servir, são ações que estão na base do aprendizado e da construção da sabedoria, portanto, a generosidade torna-se a marca fundamental dos mais sábios, assim como a simplicidade mostra-se essencial para que se viabilize, da melhor forma possível, o compartilhamento.


TEXTO ADAPTADO POR ALAN CALVET, BIÓLOGO

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Como podem ser os carboídratos?



Monossacarídeos: os mais simples

Os monossacarídeos são carboidratos simples, de formula molecular (CH2O)n, onde n é no mínimo 3 e no máximo 8. São os verdadeiros açucares, solúveis em água e, de modo geral, de sabor adocicado. Os de menor número de átomos de carbono são as trioses (contêm três átomos de carbono). Os biologicamente mais conhecidos são os formados por cinco átomos de carbonos (chamados de pentoses) e os formados por seis átomos de carbono (hexoses).

Na tabela abaixo você encontra as hexoses e pentoses mais conhecidas, seus papeis biológicos e as fontes de obtenção. Não se preocupem com as fórmulas moleculares, fixem-se apenas as fontes onde são encontradas os açucares e seu papel biológico.

Pentose

Ribose
Desoxirribose

Papel Biológico
Papel Biológico




Matéria-prima para a fabricação do ácido nucléicoRNA. Fórmula molecular: C5H10O5



Matéria-prima para a fabricação do ácido nucléicoDNA. Fórmula molecular: C5H10O4




Hexose

Glicose
Frutose
Galactose





Papel Biológico
Papel Biológico
Papel Biológico


Principal fornecedor de energia para o trabalho celular. É a base para a formação da maioria dos carboidratos mais complexos. Produzida na fotossíntese pelos vegetais. Encontrada no sangue, no mel e nos tecidos dos vegetais.
Fórmula molecular: C6H12O6



Também fornece energia para a célula. Encontrada principalmente em frutos doces e também no esperma humano.
Fórmula molecular: C6H12O6







Papel energético. Encontrada no leite, como componente do dissacarídeo lactose.
Fórmula molecular: C6H12O6












Oligossacarídeos: nem tão simples, nem tão complexos

Oligossacarídeos são açucares, formados pela união de dois a seis monossacarídeos, geralmente hexoses. O prefixo oligo deriva do grego e quer dizer pouco. Os oligossacarídeos mais importantes são os dissacarídeos.



Açucares formados pela união de duas unidades de monossacarídeos, como, por exemplo, sacarose, lactose e maltose. São solúveis em água e possuem sabor adocicado. Para a formação de um dissacarídeo , ocorre reação entre dois monossacarídeos, havendo liberação de uma molécula de água. É comum utilizar o termo de desidratação intermolecular para esse tipo de reação, em que resulta uma molécula de água durante a formação de um composto originado a partir de dois outros.

Veja o caso do dissacarídeo sacarose, que é o açúcar mais utilizado para o preparo de doces, sorvetes, para adoçar refrigerantes não dietéticos e o “cafezinho”. Sua fórmula molecular é C12H22O11. Esse açúcar é resultado da união de uma frutose e uma glicose. Como foi visto na tabela anterior, tanto a glicose como a frutose possuem a fórmula molecular C6H12O6. Como ocorre a liberação de uma molécula de água para a formação de sacarose, a sua fórmula molecular possui dois hidrogênios e um oxigênio a menos.

Dissacarídeo
Constituição
Papel biológico
Fontes

Sacarose
glicose-frutose
energético
cana-de-açucar, beterraba e rapadura

Lactose
glicose-galactose
energético
leite




Polissacarídeos: os mais complexos

Como o nome sugere (poli é um termo derivado do grego e quer dizer muitos), os polissacarídeos são compostos macromoleculares (moléculas gigantes), formadas pela união de muitos (centenas) monossacarídeos. Os três polissacarídeos mais conhecidos dos seres vivos são amido, glicogênio e celulose.

Ao contrário da glicose, os polissacarídeos dela derivados não possuem sabor doce, nem são solúveis em água.

Polissacarídeo
O que é importante saber


Amido


É um polissacarídeo de reserva energética dos vegetais. As batatas, arroz e a mandioca estão repletos de amido, armazenado pelo vegetal e consumido em épocas desfavoráveis pela planta. O homem soube aproveitar essas características e passou a cultivar os vegetais produtores de amido. Os pães e bolos que comemos são feitos com farinha de trigo, rica em amido. Lembrem-se que para o amido ser aproveitado pelo nosso organismo, é preciso digeri-lo, o que ocorre primeiramente na boca e depois no intestino, com adição de água e a participação de catalisadores orgânicos, isto é, substâncias que favorecem ou aceleram as reações químicas.


Glicogênio


É um polissacarídeo de reserva energética dos animais; portanto, equivalente ao amido dos vegetais. No nosso organismo, a síntese de glicogênio ocorre no fígado, a partir de moléculas de glicose. Logo, fígado de boi e fígado de galinha são alimentos ricos em glicogênio.

Celulose


É o polissacarídeo de papel estrutural, isto é, participa da parede das células vegetais. Poucos seres vivos conseguem digeri-lo, entre eles alguns microrganismos que habitam o tubo digestivo de certos insetos (cupins) e o dos ruminantes (bois, cabras, ovelhas, veados etc.).



sábado, 10 de setembro de 2016

Seleção natural sempre cai no ENEM !!







A ação da seleção natural consiste em selecionar indivíduos mais adaptados a determinada condição ecológica, eliminando aqueles desvantajosos para essa mesma condição.

A expressão mais adaptado refere-se à maior probabilidade de determinado indivíduo sobreviver e deixar descendentes em determinado ambiente.

A seleção natural atua permanentemente sobre todas as populações. Mesmo em ambientes estáveis e constantes, a seleção natural age de modo estabilizador, está presente, eliminando os fenótipos desviantes.
TENHO PODCAST SOBRE RELAÇÃO ECOLÓGICA






Entretanto, o ambiente não representa um sistema constante e estável, quer ao longo do tempo, quer ao longo do espaço, o que determina interações diferentes entre os organismos e o meio.

Essa heterogeneidade propicia diferentes pressões seletivas sobre o conjunto gênico da população, evitando a eliminação de determinados alelos que, em um ambiente constante e estável, não seriam mantidos. Dessa forma, a variabilidade genética sofre menor redução.



É o que acontece com a manutenção na população humana de certos alelos que normalmente seriam eliminados por serem pouco adaptativos. Um exemplo é o alelo que causa uma doença chamada anemia falciforme ou siclemia.

Essa doença é causada por uma alelo que condiciona a formação de moléculas anormais de hemoglobina com pouca capacidade de transporte de oxigênio. Devido a isso, as hemácias que as contêm adquirem o formato de foice quando a concentração de oxigênio diminui. Por essa razão são chamadas hemácias falciformes.

Os heterozigóticos apresentam tanto hemácias e hemoglobinas normais como hemácias falciformes. Apesar de ligeiramente anêmicos, sobrevivem, embora com menor viabilidade em relação aos homozigóticos normais.



Em condições ambientais normais, o alelo para anemia falciforme sofre forte efeito seletivo negativo, ocorrendo com baixa freqüência nas populações. Observou-se, no entanto, alta freqüência desse alelo em extensas regiões da África, onde há grande incidência de malária.

Essa alta freqüência deve-se à vantagem dos indivíduos heterozigotos para anemia falciforme, pois são mais resistentes à malária. Os “indivíduos homozigóticos normais” correm alto risco de morte por malária enquanto os “indivíduos homozigóticos para a anomalia” morrem de anemia. Os heterozigóticos, entretanto, apresentam, sob essas condições ambientais, vantagem adaptativa, propiciando a alta taxa de um alelo letal na população.

UMA QUESTÃO:

A anemia falciforme é uma doença caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice. É mais comum em indivíduos da raça negra e pode se manifestar de forma variada. Fundamentando-se na ilustração que demonstra a origem da depranocitose, marque a alternativa INCORRETA:


A) Na anemia falciforme, com a substituição do ácido glutâmico pela valina, há alteração da estrutura primária protéica e consequente disfunção dos mecanismos de transporte de oxigênio.
B) A ruptura de hemácias libera bilirrubina no sangue fazendo com que os olhos e a pele fiquem amarelados, configurando um quadro conhecido como icterícia.
C) Em crianças com anemia falciforme, o baço pode diminuir rapidamente, por sequestrar menos sangue retido nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando crises de dor.
D) Na célula com proteína normal, as moléculas não estão associadas umas com as outras e, cada conjunto tétrade (duas cadeias α e duas β), transporta o oxigênio.
E) A célula deformada possui a hemoglobina S, que resulta da interação das unidades tétrades e posterior cristalização fibrosa, diminuindo a capacidade de a hemácia oxigenar os tecidos.

RESPOSTA: C) Em crianças com anemia falciforme, o baço pode diminuir rapidamente, por sequestrar menos sangue retido nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando crises de dor.

Exemplos de seleção natural

Resistência a antibióticos ou a inseticidas

A resistência de bactérias a antibióticos e de insetos a inseticidas têm aumentado muito nos últimos anos, havendo sempre a necessidade de se desenvolverem novos antibióticos e novos inseticidas.


Tomemos como exemplo a resistência a antibióticos. Para isso imaginemos inicialmente a existência de indivíduos adaptados a determinada condição ambiental. Se introduzirmos nesse ambiente certa quantidade de antibiótico, haverá grande mortalidade de bactérias, mas algumas, que já apresentavam mutações que lhes conferem resistência a essa substância sobreviverão. Estas, por sua vez, ao se reproduzirem originarão indivíduos com características distribuídas em torno de outro tipo médio.

Se esses indivíduos forem submetidos a doses mais alta desse mesmo antibiótico, novamente haverá alta mortalidade e sobreviverão apenas os que já tiverem condições genéticas para resistir a doses mais altas do remédio. Repetindo-se o procedimento, será possível obter populações cada vez com mais indivíduos resistentes ao antibiótico em questão, podendo ocorrer um deslocamento da média das características no sentindo da maior resistência a determinada substância.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

CAIU NO ENEM !!! CONFIRA!







As superbactérias respondem por um número crescente de infecções e mortes em todo o mundo. O termo superbactérias é atribuído às bactérias que apresentam resistência a praticamente todos os antibióticos. Dessa forma, no organismo de um paciente, a população de uma espécie bacteriana patogênica pode ser constituída principalmente por bactérias sensíveis a antibióticos usuais e por um número reduzido de superbactérias que, por mutação ou intercâmbio de material genético, tornaram-se resistentes aos antibióticos existentes.

FERREIRA, F. A.; CRUZ, R. S.; FIGUEIREDO, A. M. S. Superbactérias: o problema mundial da resistência a antibióticos. Ciência Hoje, n. 287, nov. 2011 (adaptado).

Qual figura representa o comportamento populacional das bactérias ao longo de uma semana de tratamento com um antibiótico comum?

a)

b)

c)

d)

e)



Resposta: O gráfico representado na alternativa b mostra que o antibiótico comum, utilizado durante uma semana, consegue diminuir a população de bactérias sensíveis, porém, não elimina as resistentes, as quais continuam a se multiplicar.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Reino Animal,quer conteúdos ?



Neste resumo, veremos os cinco primeiros grupos invertebrados do Reino Animalia: poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos e moluscos.



O reino Animalia é constituído de uma grande diversidade de organismos. Todos eles têm em comum o fato de serem pluricelulares, ou seja, formados por várias células, e de serem heterotróficos, isto é, precisam adquirir sua matéria orgânica a partir de outros seres vivos. Além disso, pode-se afirmar que seu desenvolvimento embrionário passa pela fase de blástula, após o zigoto.

Eles podem ser divididos em invertebrados e vertebrados. Neste resumo, estudaremos os cinco primeiros grupos de invertebrados deste reino: os filos dos Poríferos, dos Cnidários, dos Platelmintos, dos Nematelmintos e dos Moluscos.


Filogenia do Reino Animal
Poríferos

Este filo é diferente dos outros filos do Reino Animal, pois seus indivíduos não formam tecidos (e, consequentemente, não formam órgãos e sistemas); por conta disso, também são chamados de parazoários. Eles são representados pelas esponjas, que vivem em ambiente aquático, quase exclusivamente marinho, mas foram encontradas algumas espécies de água doce. São organismos sésseis e sua reprodução pode ser sexuada, com formação de gametas, ou assexuada, pelo brotamento.

Todas as suas funções vitais se dão por difusão, já que não apresentam tecidos especializados. Sua respiração é por difusão, sua digestão é por difusão, sua excreção é por difusão. Para isso, eles precisam de mecanismos que mantenham a água circulando, e para isso contam com seus poros. Eles apresentam, em seu interior, coanócitos, que são células ciliadas que auxiliam na circulação de água no átrio, a cavidade interna da esponja. A água então é expulsa por um orifício principal, o ósculo. Esponjas possuem certa rigidez corporal, conferida por uma rede de espongina, ou espículas de calcário ou sílica.


Cnidários

O filo dos Cnidários contém os pólipos (como as anêmonas) e as medusas (águas-vivas). Os pólipos possuem vida séssil, enquanto as medusas são livre-natantes. A partir dos cnidários, os animais passam a apresentar tecidos. Os tecidos são originados a partir de três folhetos embrionários: endoderme, mesoderme e ectoderme. As águas-vivas possuem, em seu desenvolvimento embrionário, apenas endoderme e ectoderme. Eles possuem a gastroderme, que, por sua vez, tem somente uma entrada, o que faz com que esses animais tenham tubo digestivo incompleto. Seu sistema nervoso é difuso, ou seja, é espalhado pelo corpo. Não possuem sistema circulatório, nem respiratório, e a distribuição de seus nutrientes e gases é realizada por difusão. Sua reprodução é por metagênese, ou alternância de gerações.

Na metagênese dos cnidários, um par de medusas realiza reprodução sexuada, isso é, com troca de material genético por gametas, originando assim uma larva que irá se fixar no substrato, gerando um pólipo. Esse pólipo, eventualmente, realiza reprodução assexuada e se fragmenta, gerando éfiras. Essas éfiras se desenvolverão, tornando-se medusas, dando assim continuidade ao ciclo.


Medusa


Pólipo
Platemintos

Os platelmintos são os vermes achatados, como a planária, a tênia e o esquistossomo. A primeira é de vida livre e pode ser aquática e terrestre; já a tênia e o esquistossomo são parasitas e, por conta disso, causam prejuízo ao ser humano. Os platelmintos já são dotados dos três folhetos, isso é, endoderme, mesoderme e ectoderme. No entanto, não apresentam uma cavidade interna, logo, são acelomados. A planária pode fazer reprodução sexuada ou assexuada, enquanto a tênia faz autofecundação, motivo pelo qual também é conhecida como solitária, já que vive sozinha dentro do intestino humano. O esquistossomo possui sexos separados e, para haver a fecundação, é necessário que haja macho e fêmea. O tubo digestório dos platelmintos também é incompleto. Platelmintos são causadores de diversas doenças devido a seus hábitos parasitas, e o ser humano pode atuar como hospedeiro intermediário ou definitivo, dependendo do tipo de reprodução que ocorre em seu interior. Tênias são responsáveis pela teníase (quando os cisticercos são ingeridos por humanos, ou seja, a fase larval) e pela cisticercose (quando os ovos são ingeridos por humanos, e não a fase larval). O esquitossomo, ‘Schistomosoma mansoni’, é responsável pela esquistossomose, e tem o homem como seu hospedeiro definitivo, enquanto o intermediário é o caramujo planorbídeo.


Planária aquática


Tênia


Macho (maior) e fêmea (menor) do esquistossoma
Nematelmintos

Os nematelmintos são os vermes cilíndricos, representados pelas lombrigas, pelos oxiuros, pelo ancilostomão e pela filaria. Como você pode ter percebido, este filo possui vários organismos causadores de diversas verminoses. O tubo digestivo dos seus integrantes é completo, ou seja, possui boca e ânus. Além disso, são triblásticos (apresentam os três folhetos embrionários), pseudocelomados (apresentam uma cavidade interna, mas a origem não é mesodérmica), e o sistema nervoso é mais centralizado.


Corpo cilíndrico dos nematelmintos

Entre as verminoses, estão a ascaridíase (cujo causador é o ‘Ascaris lumbricoides’, a famosa lombriga), a oxiurose (cujos causadores são os oxiúros), a elefantíase (cujo causador é a filária), a ancilostomose, ou “doença do jeca-tatu” (causada pelo amarelão, o ancilostoma), entre outras.
Moluscos

Moluscos são animais de vida livre, triblásticos, celomados (apresentam uma cavidade interna corporal de origem mesodérmica), em geral aquáticos, mas com representantes terrestres. Os moluscos possuem massa visceral, onde se localizam as vísceras e o manto, que recobre as mesmas. Também possuem pés, que serão diferentes em cada grupo. Apesar do corpo mole, a maioria deles possui conchas calcárias que os protegem de possíveis predadores. Os moluscos podem ser representados pelos gastrópodes, ou seja, caramujos, caracóis e lesmas; os cefalópodes, que são os polvos e lulas; e os bivalves, que são ostras, mexilhões e mariscos. Se reproduzem de maneira sexuada e possuem tubo digestivo completo.

Os cefalópodes apresentam olhos bem desenvolvidos e apêndices em forma de tentáculos, que podem variar em número, de oito pra cima. Possuem circulação fechada, respiração branquial e um sistema nervoso bem desenvolvido, para um invertebrado. Sua fecundação é interna, são dioicos (ou seja, sexos separados) e há indícios de cuidado parental com os filhotes. Lulas e polvos podem usar pigmentos para confundir predadores, liberando um jato de tinta na água. Além disso, certos cefalópodes contam com células especializadas que permitem que o animal mude de cor, um mecanismo que pode ser utilizado para camuflagem.


Cefalópode

Os gastrópodes apresentam uma concha externa com uma única valva, composta de calcário, com um padrão espiralado. Os aquáticos respiram através de brânquias, enquanto os terrestres apresentam uma estrutura análoga a um pulmão. A cabeça desses animais possui dois pares de tentáculos sensoriais, que se assemelham a antenas, enquanto os olhos ficam nas extremidades de outros tentáculos. Sua alimentação se dá através de uma rádula, uma língua raspadora de alimento com diversos dentículos. A rádula pode ser adaptada, de modo que sirva como um inoculador de veneno, em certos gastrópodes.


Gastrópode

Bivalves apresentam conchas duplas, fechadas por músculos adutores localizados em seu interior. Respiram através de brânquias, absorvendo e expelindo água através de sifões. De modo geral, são dioicos e apresentam fecundação externa. Sua alimentação se dá através de filtração, portanto, são ótimos bioindicadores de qualidade de água, tendo em vista que filtram centenas de litros de água por dia e poluentes não-biodegradáveis tendem a ficar acumulados em seus corpos.

Bivalve
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