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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Biotecnologia estudem para o ENEM...



Transgênicos: vilões ou mocinhos?



Melhoramento genético e seleção artificial

Há séculos o homem utiliza a prática de melhoramento genético para aperfeiçoar espécies animais e vegetais de interesse.



Tudo começou quando o homem passou a realizar cruzamentos, seguidos de seleção artificial, das variedades que mais lhe interessavam. Esse procedimento originou inúmeras raças de animais e variedades vegetais que, hoje, fazem parte de nosso dia-a-dia. Cavalos e jumentos são cruzados para produzir híbridos – mulas e burros – utilizados para serviços de tração; o gado leiteiro e o de corte são hoje muito mais produtivos que os de antigamente; plantas como milho, feijão e soja produzem atualmente grãos de excelente valor nutritivo.

Para preservar as qualidades das inúmeras variedades vegetais obtidas em cruzamentos, o homem aprendeu a fazer a propagação vegetativa, processo executado principalmente pelo plantio de pedaços de caule (estaquia) ou de enxertos(enxertia) das plantas de boa qualidade.


Esse tipo de reprodução assexuada forma clones das plantas com melhores características.

Bons exemplos desse processo são a estaquia, atualmente praticada pelo Instituto Florestal de São Paulo, de pedaços de galho de eucalipto na propagação de variedades produtoras de madeira de excelente qualidade para a construção de casas, e a enxertia de inúmeras variedades de laranja, entre elas a laranja-da-baía, também conhecida como laranja-de-umbigo.

Vimos que, desde os tempos antigos, o homem aprendeu, por meio da observação e da experimentação, a praticar o melhoramento de espécies animais e vegetais que apresentam algum interesse econômico, alimentar ou medicinal. Essas bases deram início a uma tecnologia conhecida como biotecnologia, que pode ser definida como um conjunto de técnicas que utilizam organismos vivos ou partes deles para a produção de produtos ou processos para usos específicos. Analisando a definição, podemos pensar que a biotecnologia já é praticada pelo homem a milhares de anos, quando ele aprendeu a utilizar, por exemplo, microorganismos fermentadores para a produção de pães, iogurtes e vinhos.

Depois do conhecimento da estrutura do DNA, na década de 1950, e do entendimento do seu processo de duplicação e da sua participação na produção de proteínas, surgiu uma vertente da biotecnologia conhecida como engenharia genética, que, por meio de técnicas de manipulação do DNA, permite a seleção e modificação de organismos vivos, com a finalidade de obter produtos úteis ao homem e ao meio ambiente.

A manipulação dos genes


Com a elucidação da estrutura da molécula de DNA por Watson e Crick, em 1953, e o reconhecimento de que ela era o principal constituinte dos genes, o grande desafio para os cientistas consistia em fazer uma análise detalhada da sua composição nos diversos seres vivos. Sabia-se, também, que as bases nitrogenadas adenina, timina, citosina e guanina, componentes dos nucleotídeos, guardavam relação com o processo do código genético que comandava a produção de proteínas. Mas, várias dúvidas ainda perturbavam os cientistas: onde começa e onde termina um gene? Qual a sua seqüência de nucleotídeos? Quantos genes existem em cada espécie de ser vivo?

A procura por respostas a essas perguntas gerou um intenso trabalho de pesquisa e originou um dos ramos mais promissores e espetaculares da biologia atual: a engenharia genética.


A manipulação dos genes decorrente das pesquisas, conduziu à necessidade de compreender o significado de novos conceitos relacionados a essa área.

Entre esses conceitos estão os de enzima de restrição, sítios alvo, eletroforense em gel, tecnologia do DNA recombinante, técnica do PCR, biblioteca de DNA, sondas, fingerprint etc. Uma pergunta que você poderia fazer é: porque devo conhecer todos esses conceitos e qual a utilidade deles para a minha vida? Porque para você ter uma opinião sobre transgênicos, pesquisa de paternidade, produção de medicamentos e vacinas e terapia gênica, deve saber sobre o que está falando. Todos nós esperamos que as pesquisas contribuam para a melhoria do bem estar da humanidade e por isso temos que conhecer a principais técnica utilizadas por ela para poder julgá-las justamente.

'Transgênicos são seguros', diz documento

A posição da FAO vai de encontro às teses mais difundidas, segundo as quais o problema da fome não está relacionado à escassez de alimentos, mas sim à má distribuição. O documento frisa que o grande desafio da biotecnologia é desenvolver técnicas que combinem o aumento da produção, a redução dos custos, a proteção do meio ambiente e, ainda, garantam a segurança alimentar.

Embora o documento sustente que a biotecnologia não se restringe aos transgênicos, o texto cita o que considera organismos geneticamente modificados bem-sucedidos:

'Exemplos são encontrados em variedades de arroz e canola que contêm consideráveis quantidades de betacaroteno. Esse precursor da vitamina A está presente em poucos itens da dieta de muitas pessoas, particularmente nos países em desenvolvimento, onde poderia ajudar a reduzir deficiências crônicas de vitamina A.'

Segundo o texto, a pesquisa agrícola pode tirar pessoas da pobreza, ao aumentar os lucros e reduzir o preço dos alimentos. Dados da FAO revelam que mais de 70% das pessoas mais pobres do mundo vivem em áreas rurais e dependem diretamente da agricultura para sua sobrevivência. O relatório foi divulgado menos de uma semana depois de a Monsanto ter desistido do lançamento de um trigo transgênico, sob a alegação de que não havia aceitação por parte dos consumidores.

Mas o documento da FAO sustenta que, embora muitos europeus se oponham aos organismos geneticamente modificados, o mesmo não corre entre os consumidores dos países em desenvolvimento.Embora frise que pouco se conhece sobre os efeitos a longo-prazo da ingestão de transgênicos, o texto sustenta que 'os cientistas em geral concordam que os atuais cultivos transgênicos e os alimentos derivados deles são seguros para comer'.

Vantagens e perigos

Benefícios potenciais dos transgênicos

O aumento da produtividade é um dos maiores benefícios já constatados dos transgênicos. Cultivos modificados geneticamente para serem resistentes a herbicidas e pragas já estão sendo plantados em diversos países.

A redução do impacto ambiental de plantios que demandam menos agrotóxicos também é apontada como uma grande vantagem, bem como a adaptação de cultivos a diferentes condições ambientais.Para os especialistas, um dos maiores benefícios dos transgênicos seria o aumento dos valores nutricionais de diversos alimentos, caso do arroz enriquecido com vitamina A.

Riscos em potencial

O controle dos cultivos transgênicos ainda não é totalmente eficiente, segundo a ONU. Um milho geneticamente modificado destinado a consumo animal, por exemplo, foi encontrado em alimentos para humanos em 2000. A transferência de substâncias passíveis de causar alergias em humanos é outra preocupação dos cientistas.

Plantas geneticamente modificadas podem ter efeitos não desejados também para o produtor, como retirar mais recursos do solo do que o normal ou demandar mais água. Teme-se ainda que organismos transgênicos possam levar à redução de populações naturais, causando desequilíbrio.

Vegetais com ômega 3 e 6

Cientistas da Universidade de Bristol, Grã-Bretanha, desenvolveram planta transgênica capaz de produzir os óleos ômega 3 e 6, considerados benéficos ao coração e normalmente encontrados apenas em peixes de águas mais frias, como o salmão e o atum.

Para os pesquisadores, o estudo pode levar a uma nova geração de alimentos especialmente criados para reduzir o risco de doenças cardíacas, entre outros problemas de saúde. O estudo, publicado na 'Nature Biotechnology', lembra ainda que, com a redução dos estoques naturais de peixes, a produção desses óleos em outros organismos pode ser essencial para a alimentação humana. Segundo os cientistas, os genes utilizados para induzir a produção dos óleos podem, em tese, ser usados em diversos vegetais, normalmente consumidos pelo homem.
(O Globo, 18/5/2004)

sábado, 6 de agosto de 2016

Olimpíadas : Doenças dos viajantes !!




Viajar é uma das melhores coisas da vida. Nada melhor que tirar férias e cair no mundo, não é mesmo? Mas, antes de colocar o pé na estrada, é legal fazer um planejamento de viagem, traçar um roteiro, estudar o destino, organizar os itens de viagem, preparar o mochilão, conferir documentos, fazer reservas de hospedagem e por aí vai. Mas não é só isso. É necessário pensar na saúde. Nada muito complicado.

Cada destino pede cuidados peculiares e estudar sobre o lugar é tarefa obrigatória. Algumas vacinas são obrigatórias, mas não devemos ficar limitados somente à vacina. Há muitos outros cuidados que devemos tomar.


Antes da viagem

Se a viagem for longa, é importante, se possível, consultar um médico. Principalmente se o destino for algum país remoto ou algum destino com baixo recurso médico. Fazer o check-up é uma excelente medida de prevenção. Nem dói nada.

Vacinas

Escolhido o destino, o primeiro passo é verificar as vacinas obrigatórias. Se incluir vários países, a atenção deve ser redobrada. Dependendo do destino, algumas devem ser aplicadas entre 2 e 12 semanas antes da viagem. Sabendo disso, é importante tomá-las com extrema antecedência. Já pensou perder a viagem por causa de um vacilo desses?



O Instituto Emílio Ribas atende gratuitamente, é possível fornecer o destino e receber um planejamento completo para prevenir doenças no decorrer de uma viagem. O atendimento também pode ser feito via telefone: 11 3896-1366


Medicação

Parece óbvio dizer, mas se o viajante toma alguma medicação sob prescrição médica, é importante levar a receita, não somente como garantia médica, mas, sobretudo, para não ter problemas ao ingressar no país. Tendo essa consciência, o mochileiro também deverá levar a quantidade suficiente para os dias da viagem. Jamais deixar para comprar o remédio no destino, primeiramente porque as leis são diferentes, e segundo, pode acontecer de não existir o remédio no local. Uma medida extrema é ter o conhecimento da composição química do medicamento. Prevenção nunca é demais. Vai que…




Kit emergência

Em todas viagens que faço sempre levo meu kit de medicamentos. Não importa o destino, sempre faço questão de carregar meu kit no mochilão. Geralmente levo medicamentos para desconfortos comuns, como dor de cabeça, azia, alergias, gripe, febre, picada de inseto (em viagem em meio à natureza), analgésico, anti-inflamatório e alguns outros. Acabei fazendo o uso de medicamentos em praticamente todas as viagens que fiz. Pra mim, é bastante necessário levar um kit com medicamentos práticos.




Durante a viagem

Doenças de viajantes mais comuns em destinos frios: gripe, rinite, alergia, inusite, bronquite, asma e, nos casos mais graves, pneumonia.

Doenças de viajantes comuns em destinos quentes: desidratação, insolação, conjuntivite e hepatite A.


Mal da altitude (Soroche)

O Mal de Altitude pode acontecer aqui mesmo na América do Sul, mais precisamente em locais acima de 2.700m acima do nível do mar. O soroche, como também é denominado, causa falta de ar, cansaço, dores de cabeça e dificuldade para respirar. É bastante comum tomar chá e mascar folhas de Coca para aliviar os sintomas do mal da altitude. E realmente funciona. Mas a melhor receita é se acostumar com a altitude antes de fazer passeios e expedições em montanhas. A maior recomendação é ingerir bastante líquido e evitar comidas pesadas e consumo de álcool.


Insolação

Esse é o nosso velho conhecido, mas mesmo assim temos que tomar cuidado. Vale relembrar sempre! Protetor solar é praticamente um item indispensável, sendo até obrigatório em determinadas viagens. A ingestão constante de líquidos como água e sucos naturais também são importantes.


Diarreia do viajante

Ter piriri em viagem é mais comum do que se imagina. É sério. Esse mal é comum em locais que possuem um saneamento básico duvidoso. A diarreia do viajante é causada pela ingestão de bactérias, causando febre, vômitos, diarreia e desidratação. Esse mal-estar faz qualquer viajante querer voltar pra casa. Para prevenir, evite consumir alimentos de procedência desconhecida ou produzidos em locais sem a higiene adequada. Prefira águas industrializadas.

Destinos, doenças e vacinas



Febre-amarela – Obrigatória para qualquer viajante. Disponível gratuitamente nos postos de saúde, a vacina deve ser tomada até 10 dias antes da viagem.

Hepatite A – Vacina obrigatória para qualquer viajante. Transmitida via alimentos e água contaminada. Recomenda-se a vacinação, principalmente para locais com saneamento básico precário, como praias desertas, matas e vilarejos.

Hepatite B – Essa doença é transmitida através do sangue e nas relações sexuais sem proteção. O viajante também pode receber a vacina para prevenção. Vacina obrigatória, tendo em vista que a Hepatite B, sendo crônica, é uma doença silenciosa e incurável. Ela atinge milhares de pessoas ao redor do mundo. Viajantes, tomem a vacina contra a Hepatite B!

Sarampo, caxumba e rubéola – Está presente em todos os países. A vacina monovalente, como é denominada, já deve ter sido tomada pelo viajante, já que todos recebem nos primeiros meses de vida.

Difteria e tétano – Nós brasileiros, desde cedo, já somos imunizados, mas devemos ficar atentos se já recebemos o esquema completo das vacinas e se estamos em dia com a dose de reforço dupla Adulto (dT). É tomada a cada 10 anos.

Meningite meningocócica – A Arábia Saudita, por exemplo, exige o certificado de vacinação para os viajantes que viajam a Meca e Medina. A imunização é indicada para a região sub-saárica da África, conhecida localmente como “cinturão da meningite”.

Gripe (influenza) – É nossa velha conhecida também. A vacina é indicada quando a viagem acontecer durante a temporada de gripe do país de destino.

Malária – Essa doença é muito comum nas regiões de florestas e matas entre os trópicos. Não há uma vacina específica e a doença possui um ciclo. Recomenda-se o uso de repelentes e roupas compridas, principalmente no período do pôr do sol. Caso o viajante contraia a doença, o tratamento se dá através de anti-maláricos e anti-térmicos.

Febre Tifóide – Pra quem gosta de turismo de aventura, tá aí uma vacina obrigatória. A vacina é indicada a praticantes de turismo ecológico ou alternativo em regiões com precárias condições de saneamento básico: África (exceto a regiões norte e extremo sul), sudeste asiático, México, Bolívia e países da Costa Andina (com exceção do Chile).

Cólera – Doença típica em Angola, Moçambique, Uganda e Congo (África), Peru, Bolívia, Equador e Guiana Francesa, Nepal, China, Índia, Malásia e Paquistão e em alguns países do leste europeu. A vacina não é muito eficaz, mas é aconselhada para viajantes. Ela não é disponibilizada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, uma vez que não há imunidade duradoura.

Raiva – Essa, todos já devem estar vacinados, mas vale reforçar. Essa doença pode ser transmitida pela mordida de mamíferos, a vacinação profilática é indicada para países da África e do Sul e sudeste da Ásia onde a raiva canina ou em morcegos é comum. Praticantes de ecoturismo também devem ser vacinados.
Fonte: http://www.seumochilao.com.br/

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Confiram!! 10 questões do ENEM 2015 comentadas.









1- 🐸✏❓PERGUNTA - ENEM/2015. A indústria têxtil utiliza grandes quantidade de corante no processo de tingimento dos tecidos. O escurecimento das águas dos rios causado pelo despejo desses corantes pode causar uma série de problemas no ecossistema aquático. Considerando esse escurecimento das águas,o impacto negativo inicial que ocorre é o (a):

a) eutrofização

b) proliferação de algas

c) inibição da fotossíntese

d) Fotodegradação da matéria orgânica

e) aumento da quantidade de gases dissolvidos.




🐸❓✏ENEM. Gabarito Letra C. Com a mudança de cor na superfície da água (escurecimento), não há penetração da luz, impedindo assim o processo fotossintético.

✏👆🏾essa questao era pegadinha na prova.. porque todas as alternativas eram consequencias da poluiçao pelos corantes.. mas ele queria saber o INICIAL.. e assim ele levava a todos os outros !




2- 🐸❓✏ENEM. Hipóxia ou mal das alturas consiste na diminuição de

oxigênio (O2) no sangue arterial do organismo. Por essa

razão, muitos atletas apresentam mal-estar (dores de

cabeça, tontura, falta de ar etc.) ao praticarem atividade

física em altitudes elevadas. Nessas condições, ocorrerá

uma diminuição na concentração de hemoglobina

oxigenada (HbO2) em equilíbrio no sangue, conforme a

relação:

Hb (aq) + O2 (aq) ←→ HbO2 (aq)

Mal da montanha. Disponível em: www.feng.pucrs.br. Acesso em:

11 fev. 2015 (adaptado).

A alteração da concentração de hemoglobina oxigenada

no sangue ocorre por causa do(a)

a) elevação da pressão arterial.

b) aumento da temperatura corporal.

c) redução da temperatura do ambiente.

d) queda da pressão parcial de oxigênio.

e) diminuição da quantidade de hemácias.




🐸❓👆🏾Resolução

Quanto maior a altitude de uma região, menor é a

pressão parcial de oxigênio, o ar é rarefeito e,

consequentemente, a saturação da oxiemoglobina

diminui, ocasionando os sintomas características da

Hipóxia.

Resposta: D




3- 🐸❓✏PERGUNTA - ENEM/2015. Algumas raças de cães domésticos não conseguem copular entre si devido a grande diferença entre seus tamanhos corporais. Ainda assim,tal dificuldade reprodutiva não ocasiona a formação de novas espécies ( especiação ).Essa especiação NÃO ocorre devido ao (a):

a) oscilação genética das raças.

b) convergência adaptativa das raças

c) isolamento geográfico entre as raças.

d) seleção natural que ocorre entre as raças

e) manuntenção do fluxo gênico entre as raças.




🐸❓👆🏾Essa questão envolve GENÉTICA DE POPULAÇÕES. Gabarito Letra E. Raças que apresentam tamanhos muitos distintos não cruzam entre si. Porém, essas raças não sofrem o processo de especiação devido à manutenção do fluxo gênico que ocorre entre as espécies de porte intermediário. O fluxo gênico é uma das forças evolutivas que mantêm populações e subpopulações de mesma espécie.




4- 🐸❓ENEM. Tanto a febre amarela quanto a dengue são doenças

causadas por vírus do grupo dos arbovírus, pertencentes

ao gênero Fiavivirus, existindo quatro sorotipos para o

vírus causador da dengue. A transmissão de ambas

acontece por meio da picada de mosquitos, como o Aedes

aegypti. Entretanto, embora compartilhem essas

características, hoje somente existe vacina, no Brasil, para

a febre amarela e nenhuma vacina efetiva para a dengue.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Fundação Nacional de Saúde. Dengue:

Instruções para pessoal de combate ao velor. Manual de Normas

Técnicas. Disponlvel em: http://portal.saude.gov.br. Acesso em: 7

ago. 2012 (adaptado).

Esse fato pode ser atribuído à

a) maior taxa de mutação do vírus da febre amarela do

que do vírus da dengue.

b) alta variabilidade antigênica do vírus da dengue em

relação ao vírus da febre amarela.

c) menor adaptação do vírus da dengue à população

humana do que do vírus da febre amarela.

d) presença de dois tipos de ácidos nucleicos no vírus da

dengue e somente um tipo no vírus da febre amarela.

e) baixa capacidade de indução da resposta imunológica

pelo vírus da dengue em relação ao da febre amarela.




🐸❓👆🏾Resolução

A obtenção de uma vacina capaz de propiciar uma

eficaz resposta imunológica, depende principalmente

da ausência da variabilidade antigênica do vírus.

Resposta: B




5- 🐸❓✏ENEM. A palavra “biotecnologia” surgiu no século XX, quando

o cientista Herbert Boyer introduziu a informação

responsável pela fabricação da insulina humana em uma

bactéria para que ela passasse a produzir a substância.

Disponível em: www.brasil.gov.br. Acesso em 28 jul. 2012

(adaptado).

As bactérias modificadas por Herbert Boyer passaram a

produzir insulina humana porque receberam

a) a sequência de DNA codificante de insulina humana.

b) a proteína sintetizada por células humanas.

c) um RNA recombinante de insulina humana.

d) o RNA mensageiro de insulina humana.

e) um cromossomo da espécie humana.




🐸❓👆🏾Resolução

As bactérias transgênicas modificadas por Herbert

Boyer passaram a produzir o hormônio regulador da

glicemia porque receberam a sequência de DNA

codificante de insulina humana.

Resposta: A




6- 🐸✏❓ENEM. Os anfíbios representam o primeiro grupo de vertebrados

que, evolutivamente, conquistou o ambiente terrestre.

Apesar disso, a sobrevivência do grupo ainda permanece

restrita a ambientes úmidos ou aquáticos, devido à

manutenção de algumas características fisiológicas

relacionadas à água.

Uma das características a que o texto se refere é a

a) a reprodução por viviparidade.

b) respiração pulmonar nos adultos.

c) regulação térmica por endotermia.

d) cobertura corporal delgada e altamente permeável.

e) locomoção por membros anteriores e posteriores

desenvolvidos.




🐸❓👆🏾Resolução

A sobrevivência do grupo dos anfíbios permanece

restrita a ambientes úmidos ou aquáticos porque sua

cobertura corporal é delgada, pouco queratinizada e

altamente permeável.

Resposta: D




7- 🐸✏❓ENEM. A definição de queimadura é bem ampla, porém,

basicamente, é a lesão causada pela ação direta ou indireta

produzida pela transferência de calor para o corpo. A sua

manifestação varia desde bolhas (flictenas) até formas

mais graves, capazes de desencadear respostas sistêmicas

proporcionais à gravidade da lesão e sua respectiva

extensão. Muitas vezes, os primeiros socorros prestados

à vítima, ao invés de ajudar, acabam agravando ainda

mais a situação do paciente.

Disponlvel em: www.bombeiros-bm.rs.gov.br.Acesso em: 28 tev.

2012 (adaptado).

Ao se deparar com um indivíduo que sofreu queimadura

com formação de flictena, o procedimento de primeiros

socorros que deve ser realizado antes de encaminhar o

paciente ao hospital é

a) colocar gelo sobre a flictena para amenizar o ardor.

b) utilizar manteiga para evitar o rompimento da flictena.

c) passar creme dental para diminuir a ardência da

flictena.

d) perfurar a flictena para que a água acumulada seja

liberada.

e) cobrir a flictena com gazes molhadas para evitar a

desidratação




🐸❓👆🏾Resolução

O procedimento de primeiros socorros que deve ser

realizado é a cobertura das bolhas (flictenas) com

gazes molhadas, para evitar a desidratação.

Resposta: E

✏👆🏾 Quando nós no queimamos, o nosso sistema linfático manda um líquido para ajudar o seu corpo a conter a queimadura, assim, evitando perda de sais minerais e água.




8- 🐸✏❓ENEM. Alimentos em conserva são frequentemente armazenados

em latas metálicas seladas, fabricadas com um material

chamado folha de flandres, que consiste de uma chapa

de aço revestida com uma fina camada de estanho, metal

brilhante e de difícil oxidação. É comum que a superfície

interna seja ainda revestida por uma camada de verniz à

base de epóxi, embora também existam latas sem esse

revestimento, apresentando uma camada de estanho mais

espessa.

SANTANA. V. M. S. A leitura e a quimica das substâncias.

Cadernos PDE. Ivaiporã

Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED); Universidade

Estadual de Londrina, 2010 (adaptado).

Comprar uma lata de conserva amassada no super -

mercado é desaconselhável porque o amassado pode

a) alterar a pressão no interior da lata, promovendo a

degradação acelerada do alimento.

b) romper a camada de estanho, permitindo a corrosão do

ferro e alterações do alimento.

c) prejudicar o apelo visual da embalagem, apesar de não

afetar as propriedades do alimento.

d) romper a camada de verniz, fazendo com que o metal

tóxico estanho contamine o alimento.

e) desprender camadas de verniz, que se dissolverão no

meio aquoso, contaminando o alimento.




Pois é uma questão dessa deveria abordar mais no enunciado a parte microbiológica né mesmo...

Até indo ao supermercado,hábito bem comum aos brasileiros,estudamos biologia,aí ainda me perguntam o porquê eu gosto de biologia,neste caso também caberia biomedicina.........😂💉🐸👏🏽👏🏽💪🏾👆🏾

🐸✏👆🏾Resolução

Comprar uma lata de conserva amassada no super -

mercado é desaconselhável porque o amassado pode

romper a camada de estanho permitindo a corrosão

do ferro e alterações do alimento.

Fe (s) → Fe2+ (aq) + 2 e–

Resposta: B.

Tipo de questão que poderíamos ter outra abordagem como o BOTULISMO ou não❓




9- 🐸❓✏O formato das células de organismos pluricelulares é

extremamente variado. Existem células discoides, como

é o caso das hemácias, as que lembram uma estrela, como

os neurônios, e ainda algumas alongadas, como as

musculares.

Em um mesmo organismo, a diferenciação dessas células

ocorre por

a) produzirem mutações específicas.

b) possuírem DNA mitocondrial diferentes.

c) apresentarem conjunto de genes distintos.

d) expressarem porções distintas do genoma.

e) terem um número distinto de cromossomos.




🐸✏👆🏾Resolução

Em um mesmo organismo, a diferenciação celular

ocorre por expressão de porções distintas de seu

genoma.

Resposta: D

Nessa questão galerinha,poderíamos até fazer uma abordagem também de HETEROCROMATINA e EUCROMATINA , né verdade❓🐸




10- 🐸✏❓ENEM. Euphorbia mili é uma planta ornamental amplamente

disseminada no Brasil e conhecida como coroa-de-cristo.

O estudo químico do látex dessa espécie forneceu o mais

potente produto natural moluscicida, a miliamina L.

MOREIRA. C. P. s.; ZANI. C. L.; ALVES, T. M. A. Atividade

moluscicida do látex de Synadenium carinatum boiss.

(Euphorbiaceae) sobre Biomphalaria glabrata e isolamento do

constituinte majoritário. Revista Eletrônica de Farmácia. n. 3. 2010

(adaptado).

O uso desse látex em água infestada por hospedeiros

intermediários tem potencial para atuar no controle da

a) dengue. b) malária.

c) elefantíase. d) ascarídiase.

e) esquistossomose.




O que diferencia é como eles fazem a aplicabilidade em uma questão que envolva alguma parasitose dessa. Já houve questões como a esquistossomose que envolveu relação ecológica,controle biológico,profilaxia...🐸👆🏾




🐸❓👆🏾Resolução

O hospedeiro intermediário da esquistossomose

(barriga d’água) é um caramujo (molusco).

A miliamina , como diz o enunciado, é um

moluscicida, produto que pode matar moluscos.

Resposta: E





quinta-feira, 21 de abril de 2016

O que você sabe dos LIPÍDIOS ?




Os lipídios são moléculas orgânicas formadas a partir da associação entre ácidos graxos e álcool, tais como óleos e gorduras. Eles não são solúveis em água, mas se dissolvem em solventes orgânicos, como a benzina e o éter.




Oléos e Gorduras,existe diferença??

















Por causa de sua origem em nossa alimentação, é costumeiro se ver uma classificação trivial e útil na nutrição das gorduras em gordura animal e gordura vegetal. Um exemplo de gordura animal é a banha de porco, uma gordura vegetal comum é o azeite de oliva.


Glicerídeos


Constituem os óleos e as gorduras, que diferem entre si quanto ao ponto de fusão. À temperatura ambiente, os óleos são líquidos, pois um ou mais dos ácidos graxos têm predominância de insaturações na cadeia. E as gorduras são sólidas pelo fato dos ácidos graxos terem predominância de saturação na cadeia. Os glicerídeos possuem elevados teores energéticos e são os principais componentes lipídicos da dieta humana.
Em mamíferos que vivem em regiões polares, como a baleia, a gordura forma uma espessa camada subcutânea ou “colchão adiposo”, que envolve o corpo e permite o isolamento térmico do animal em relação ao ambiente frio. As moléculas dos glicerídios podem ter um, dois ou três ácidos graxos associados ao glicerol, um álcool conhecido como glicerina. Ácidos graxos são compostos de longas cadeias de carbono, saturadas ou não, que formam os ésteres das gorduras e dos óleos.


Ácidos graxos


São ácidos carboxílicos constituídos cadeias hidrocarbonadas de quatro a trinta e seis átomos de carbono e representam uma importante fonte de energia para as células. São considerados anfipáticos por apresentarem uma extremidade polar (hidrofílica) e uma extremidade apolar (hidrofóbica).
Em temperatura ambiente (25°C), os ácidos graxos saturados de 12 a 24 átomos de carbono possuem consistência cerosa, ao passo que os ácidos graxos insaturados do mesmo comprimento são líquidos e oleosos. Dessa forma, o ponto de fusão dos ácidos graxos insaturados é menor do que os ácidos graxos saturados.
Entre os diversos ácidos graxos esterificados nos lipídios destacam-se:
Ácido butírico: H3C-CH2-CH2-COOH
Ácido palmítico: H3C-(CH2)14-COOH
Ácido esteárico: H3C-(CH2)16-COOH
Ácido oleico: H3C-(CH2)7-CH=CH-(CH2)7-COOH
Ácido ricinoleico: H3C-(CH2)5-HC(OH)-CH2-CH=CH-(CH2)7-COOH
Ácido linoleico: H3C-CH2-CH=CH-CH2-CH=CH-CH2-CH=CH-(CH2)7-COOH
Ácido eleoesteárico: H3C-(CH2)3-CH=CH-CH=CH-CH=CH-(CH2)7-COOH


Dentre os glicerídeos, os principais em suas formas naturais e extraíveis são:



Banha: apresenta-se no tecido adiposo dos animais; constituindo-se de misturas de glicerídeos de ácidos palmítico, esteárico e oleico.
Sebo: presente no tecido adiposo dos bovinos. Pelo seu aquecimento se obtém a margarina natural, constituída principalmente de glicerídeos de ácido palmítico e esteárico.
Manteiga de leite: obtida principalmente de leite de vacas e de cabras e cujos principais ácidos graxos envolvidos são o ácido palmítico, o esteárico, o oleico, o capróico(C7H15COOOH), caprílico (C5H11COOOH).
Manteigas vegetais: as mais comuns são a manteiga de côco, a manteiga de cacau e a manteiga de cupuaçu.
Óleo de linhaça: é um óleo usado como um secativo, extraído do linho e composto principalmente de glicérídeos contendo ácido linoleico e linolênico.


Os óleos ditos secativos contém glicerídeos de ácidos graxos insaturados, com múltiplas ligações. Devido a esta insaturação de suas moléculas eles se polimerizam e se oxidam quando em contato com o ar, transformando-se em películas finas, resinosas e transparentes quando aplicadas sobre superfícies. Por esta propriedade são aproveitados em formulações de vernizes e tintas e diversas formulações de revestimentos de superfícies.
Óleo de tungue: óleo com propriedades secativas, cujo principal glicerídeo é o ácido eloesteárico.
Óleo de oiticica: óleo com propriedades secativas que contém entre outros ácidos graxos o ácido linoleico. É extraído das plantas comuns em diversas regiões do Brasil.
O óleo de rícino é outro óleo secativo, extraído da semente da mamona, e o mais destacado dos ácidos graxos que o compõe é o ácido ricinoleico.
Óleo de algodão, um óleo comestível, extraído do caroço do algodão, usado como alimento, lubrificante e combustível. Seus principais glicerídeos são compostos pelos ácidos graxos como o ácido palmítico, o ácido esteárico e o ácido oleico. Estes glicerídeos estão também presentes no óleo de amendoim, óleo de oliva, óleo de côco, o óleo de patauá (extraído de determinadas palmeiras da Amazônia), o óleo de babaçu, o óleo de dendê (extraído da palmeira dendê, nativa da África, aclimatada no Brasil).
O óleo de girassol é produzido industrialmente a partir das sementes de girassol. Após limpeza, secagem, descasque, tiruração e extração com solvente. Sofre remoção do solvente e refino, com etapas que incluem desgomagem (remoção de gomas), branqueamento e desodorização. É essencialmente constituído por triacilgliceróis (98 a 99%), com um elevado teor em ácidos graxos insaturados (aproximadamente de 83%), mas reduzido teor em ácido linolénico (menos de 0,2%). É principalmente rico em ácido linoleico.
É crescente a disponibilidade de óleo de milho, devido a crescente produção de etanol a partir do milho dos EUA. Esta grande produção levou ao desenvolvimento de derivados químicos dos ácidos graxos do óleo de milho, como os tensoativos e emulsificantes, em substituição aos tradicionais derivados de oleo de côco, nos cosméticos eprodutos de higiene.
Pela grande produção de soja, sem uso do grão íntegro (o que ocorre parcialmente com o milho), o óleo de soja está entre os óleos vegetais mais produzidos no mundo, e em especial, sua destinação além da produção de margarina vegetal e inúmeros outros derivados por hidrogenação, também tem se direcionado para a produção debiodiesel. Representa 18 a 20% da composição nutricional da soja, sendo que possui predominância de ácidos graxos poliinsaturados (58%), monoinsaturados (23%) e pouca participação de saturados (15%). Os principais ácidos graxos que o compõe são ácido linoleico (aprox. 54%), ácido oleico (aprox. 22%), ácido palmítico (aprox. 10%).
Um óleo em crescente uso é o óleo de canola, extraído de variedades da colza.


Lipídios antipáticos





Incluem os glicerofosfolipídeos, os esfingolipídeos e as esfingomielinas.
As esfingomielinas contêm fosfocolina, ou fosfoetanolanina como seu grupo-cabeça polar, e são classificados como fosfolipídeos juntamente com os glicerofosfolípideos. Essas esfingomielinas guardam semelhança, com as fosfatidilcolinas em suas propriedades gerais e estrutura tridimensional, e pelo fato de não ter carga nos seus grupos cabeça. Também estão presentes nas membranas plamáticas de células de animais, e são especialmente importantes na mielina, uma lâmina membranosa que envolve e isola os axônios em alguns neurônios, daí se dá o nome esfingomielinas.
Os glicoesfingolipídeos,que ocorrem principalmente na face externa da membrana plasmática, têm grupos cabeça com um ou mais açucares ligados diretamente ao – OH, em C-1 da porção ceramida, não contendo fosfato. Os cerebrosídeos, têm um único açucar ligado á ceramida, aqueles com galactose são caracteristicamente encontrados na membrana plásmatica de células em diferentes tecidos neurais. Já os globosídeos, são glicoesfingolipídeos neutros (sem carga elétrica), com dois ou mais açucares; usualmente D – glicose, D – galactose ou N – acetil – D galactosamina. Cérebrosídeos e globosídeos são às vezes, também chamados glicolipídeos neutros, pois não tem carga em ph 7.
Os gangleosídeos, são os esfingolipídeos mais complexos, apresentam oligossacarídeos como seus grupos-cabeças polares, e como unidades terminadas em um ou mais resíduos de ácido N – acetilneuramínico (Neu SAc), também chamado ácido siálico, este se dá aos gangliosídeos com um resíduo de ácido siálico, estão na série GM (M para monossérie), aqueles com dois ácidos siálicos estão na série GD (D para di), e com três ácidos siálicos na série GT, e assim sucessivamente.
Aminoálcool com uma cadeia de hidrocarboneto insaturada longa. A esfingosina e seu derivado esfinganina são as bases principais dos esfingolipídeos nos mamíferos.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADpido
Postado por: Maurício Janderson

quarta-feira, 20 de abril de 2016

SISTEMA CIRCULATÓRIO: o caminho percorrido pelo sangue em nosso corpo.


O sangue oxigenado é bombeado pelo ventrículo esquerdo do coração para o interior da aorta. Essa artéria distribui o sangue oxigenado para todo o corpo, através de inúmeras ramificações, como a artéria coronária, a artéria carótida e a artéria braquial.
Nos tecidos, o sangue libera gás oxigênio e absorve gás carbônico.  O sangue não oxigenado e rico em gás carbônico é transportado por veias diversas, que acabam desembocando naveia cava superior e na veia cava inferior. Essas veias levam então o sangue não oxigenado até o átrio direito. Deste, o sangue não oxigenado passa para o ventrículo direito e daí é transportado até os pulmões pelas artérias pulmonares.
Nos pulmões, o sangue libera o gás carbônico e absorve o gás oxigênio captado do ambiente pelo sistema respiratório. Esse fenômeno, em que o sangue é oxigenado, chama-sehematose.
Então, o sangue oxigenado retorna ao átrio esquerdo do coração, transportado pelas veias pulmonares. Do átrio esquerdo, o sangue oxigenado passa para o ventrículo esquerdo e daí é impulsionado para o interior da aorta, reiniciando o circuito.
Num circuito completo pelo corpo, o sangue passa duas vezes pelo coração humano.
Nesse circuito são reconhecidos dois tipos de circulação: a pequena circulação e a grande circulação.

Pequena circulação- Também chamada circulação pulmonar, compreende o trajeto do sangue desde o ventrículo direito até o átrio esquerdo. Nessa circulação, o sangue passa pelos pulmões, onde é oxigenado.
Grande circulação- Também chamada de circulação sistêmica, compreende o trajeto do sangue desde o ventrículo esquerdo até o átrio direito; nessa circulação, o sangue oxigenado fornece gás oxigênio os diversos tecidos do corpo, além de trazer ao coração o sangue não oxigenado dos tecidos.
Pelo que foi descrito, e para facilitar a compreensão:
  • A aorta transporta sangue oxigenado do ventrículo esquerdo do coração para os diversos tecidos do corpo;
  • as veias cavas (superior e inferior) transportam sangue não oxigenado dos tecidos do corpo para o átrio direito do coração;
  • as artérias pulmonares transportam sangue não oxigenado do ventrículo direito do coração até os pulmões;
  • as veias pulmonares transportam sangue oxigenado dos pulmões até o átrio esquerdo do coração.
Observe que, pelo lado direito do nosso coração, só passa sangue não oxigenado e, pelo lado esquerdo, só passa sangue oxigenado. Não ocorre, portanto, mistura de sangue oxigenado com o não oxigenado.
A separação completa entre esses dois tipos de sangue contribui para a manutenção de uma temperatura constante no nosso organismo. Sendo os tecidos irrigados por sangue oxigenado, não “misturado” com sangue não oxigenado, nossas células recebem uma quantidade suficiente de gás oxigênio, para “queimar” uma quantidade de alimentos capaz de fornecer o calor necessário para manter mais ou menos constante a temperatura do corpo.
Faça frio, faça calor, nossa temperatura interna permanece, em condições normais, em torno de 36,5 ºC.