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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Quando a convivência Homem x Animal (cães, gatos, etc) ultrapassa limites


A tênue linha entre o que faz bem e o que faz mal entre o homem e o animal (cães, gatos, etc)



Foto Meramente ilustrativa: Divulgação Quando a convivência Homem x Animal (cães, gatos, etc) ultrapassa limites


A relação entre o homem e os animais (cães, gatos, etc) é extremamente positiva, trazendo benefícios maravilhosos para ambos, mas pode causar dependência.

O lado positivo desta relação baseia-se na companhia, na diversão, na redução de tensão e também o animal atua como facilitador social, agregando pessoas, diminuindo assim o isolamento de indivíduos, especialmente nas grandes cidades, em que as relações sociais encontram-se cada vez menos favoráveis entre os humanos.

No entanto, médicos e psicólogos chamam a atenção para exageros, que cada vez mais são comuns nesta relação.

Estes exageros levam à dependência do proprietário para com o seu animal, ou seja, o cãovira o centro da vida da pessoa e seus desejos passam a ser prioridades. Muitas vezes as pessoas se isolam, negando-se a se relacionar com outros seres humanos em função de uma desconfiança doentia, acreditando que ninguém mais é digno de confiança; apenas o animal o é.

Normalmente são pessoas que de alguma forma passaram por decepções ou grandes frustrações na vida. Existe até aquela máxima muito comum que ouvirmos em nossos consultórios, que é “Quanto mais eu conheço do homem, mais eu gosto do cão.”

Alguns indivíduos que estreitam muito esta relação com os seus animais de estimação, especialmente cães e gatos, apresentam a famosa ansiedade de separação, ou seja, são pessoas que inclusive já apresentavam uma predisposição à dependência ou dificuldade de relacionamentos e por isto apresentam grande dificuldade de separar-se do seu bicho, mesmo por pouco tempo, logo dificilmente viajam, passeiam ou têm uma vida social ativa.

Do ponto de vista dos médicos veterinários esta relação antes mesmo de ser danosa para o próprio proprietário, já o é para o animal há muito tempo. Normalmente são animais mimados, inseguros, humanizados, que já apresentam sintomas ou características de personalidade dos seus donos.

Normalmente quando adoecem são de difícil tratamento, apresentam personalidades muito próprias e definidas, não se submetendo mais a nenhuma regra que sem sucesso seu dono o tenta impor. Podem inclusive perder parte de suas atitudes instintivas, obviamente em função do afastamento de sua própria natureza.

Por isto, o bom senso deve sempre prevalecer em quaisquer relações, tendo como ideal o equilíbrio das emoções, evitando-se, assim, um grande erro: tratar os animais como pessoas ou crianças.

Marcos Eduardo Fernandes é veterinário homeopata e mestre em saúde pública pela USP - www.marcosfernandes.vet.br

ALAN CALVET É BIÓLOGO E PROF.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Pets: Atenção a cinomose é contagiosa



A cinomose se trata de uma doença que acomete cães mais jovens em seu primeiro ano de vida, pode também infectar animais mais velhos que por alguma razão não tenham sido imunizados anteriormente com vacinas próprias, ou que por alguma doença seu sistema imunológico se encontra debilitado.

A cinomose pode atingir vários órgãos, é sistêmica, podendo atuar em todo o organismo, é altamente contagiosa. É uma doença causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio. Porém é um vírus muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns, dura em média três meses no ambiente após a retirada do portador.



Como é transmitida?

A cinomose se dá através de animais que se contaminam por contato direto com outros animais já infectados, ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado ou por fômites, que são objetos que já tiveram contato com o portador da cinomose.

A transmissão direta é por secreção do nariz e boca de animais infectados que é a principal fonte de infecção.

Quais são os sintomas da cinomose?

Pode haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal, diarréia, vômito e sintomas nervosos (tiques nervosos, convulsões e paralisias), dificuldade de respirar e febre. E de acordo com o estado imunológico do animal como um todo, ele pode vir a óbito.

Basicamente, a doença se apresenta em fases, podendo pular uma delas eventualmente. Inicia-se pela fase respiratória (pneumonia e secreção nasal purulenta, o conhecido pus), e ocular (secreção ocular purulenta, ou remela, em grande quantidade).

Qual o tratamento?

Não existe. O que se pode fazer é usar medicamentos para o controle dos sintomas. É importante que o animal seja mantido em um ambiente limpo, com temperatura agradável e alimentação correta de acordo com as indicações do veterinário.

Como prevenir a cinomose?

A melhor forma de prevenir é a vacinação, que pode ser feita em uma clínica veterinária. Os cães podem ser vacinados com seis meses de idade, filhotes devem receber três doses desta vacina na primeira fase da vida. Posteriormente os cães devem receber uma dose da vacina anualmente.



A cinomose no Brasil

Com uma população canina de mais de 37 milhões, o Brasil conta com, apenas, cerca de 7 milhões de cães vacinados anualmente; o que significa que a maior parte dos cachorros do País permanecem suscetíveis à contaminação da doença.

Embora, periodicamente, haja campanhas especiais para conscientizar a população que tem bichinhos de estimação como parte da família – oferecendo, inclusive, a vacina para os cães de maneira gratuita - o número de vacinações no País ainda deixa muito a desejar; levando em conta que, além da cinomose, há uma série de outras doenças contagiosas e bastante prejudiciais para os animais, que seguem sem proteção.

Com isso, a cinomose segue se espalhando pelo País, sendo que, em algumas cidades específicas – como em Alfenas, em Minas Gerais – o aumento do número de casos da doença tem sido considerável. No mês de junho de 2013, inclusive, o município chegou a ser considerado um local em surto de cinomose, tamanha a quantidade de cães infectados pela doença sendo atendidos pelos médicos veterinários da região.

Mesmo que esse tipo de ocorrência de surto seja, de certa forma, isolado e um tanto quanto pontual no País, a situação é preocupante – tendo em mente que há quase 30 milhões de cachorros não vacinados espalhados pelo Brasil – e, sem que a população se conscientize, esse problema tende a crescer cada vez mais.



A contaminação de cães pela cinomose

Conforme citado anteriormente, a cinomose é uma doença transmitida por um vírus altamente contagioso de tipo RNA – ou seja, que conta com material genético denominado RNA, que pertence a família paramixovirirdae gênero morbilivírus. Poderoso, este vírus pode sobreviver em um ambiente por algum tempo se as condições climáticas forem ideais para isso e o local for frio e seco – sendo que, mesmo em ambientes quentes e úmidos (pouco propícios para a sua sobrevivência), ele pode chegar a viver por cerca de um mês.

Também chamado de vírus CDV – Canine Distemper Virus, o responsável pela cinomose é bastante agressivo e oportunista, e atinge, principalmente, cães que por alguma razão tenham seu sistema imunológico enfraquecido; como filhotes, cães idosos ou que já estejam enfraquecidos em função de alguma outra doença ou problema como o estresse.

Embora possa afetar animais de qualquer idade, no caso dos filhotes a prevalência da doença pode ser maior – principalmente nos que tem idade entre 3 e 6 meses de vida; já que esse período coincide com a perda dos anticorpos maternos presentes no corpo do animal. Entre os profissionais veterinários há, ainda, a crença de que cachorros de raças braquicéfalas (de focinho curto) apresentem uma resistência maior ao problema; no entanto, não há comprovações para essa suspeita.

Podendo, ainda, afetar todo tipo de raça de cão , há algumas tidas como mais suscetíveis à cinomose, incluindo nomes como Husky, Greyhound, Weimaraner, Samoieda e os Malamutes do Alaska.

Destacando uma taxa de mortalidade de até 85% dos cachorros acometidos (nem todos morrem por causa da doença, mas ficam com sintomas neurológicos que acabam levando o animal à eutanásia), a doença terá sua gravidade relacionada, principalmente, à região do corpo do animal que será atacada; com sintomas que se iniciam em sistema respiratório e nos olhos, evoluindo para sistema gastrointestinal e finalmente a pior parte, quando acomete o sistema nervoso.

Não havendo raças, épocas do ano ou gêneros específicos mais propensos para a contaminação, o vírus da cinomose costuma atingir os animais de maneira bastante intensa e, como a evolução da doença é rápida, em alguns casos pode ser fatal para os cães acometidos. Embora haja países em que a doença já é praticamente erradicada, o Brasil não se encaixa nesse perfil – já que apenas uma pequena parcela dos pets caninos do País são vacinados; o que aumenta muito as chances de contaminação.

Felizmente, a cinomose não é considerada uma zoonose e, portanto, não tem a capacidade de atingir seres humanos, que podem interagir com animais doentes sem maiores preocupações. No entanto, a situação muda de figura quando esta interação é entre animais; já que um cão doente pode transmitir a doença para um animal sadio de maneira quase imediata, por meio do contato direto entre eles.

As secreções liberadas pelo animal doente – seja pelas narinas ou pela boca –, além das fezes do cachorro contaminado, são agentes potentes para a transmissão da doença. Até mesmo fômites pode ser responsáveis pela propagação do problema, e alguém que entrou em contato com um cão doente pode levar a doença consigo (em suas roupas ou sapatos, por exemplo) até encontrar outros animais e facilitar a contaminação destes.



A evolução da cinomose nos cachorros



A cinomose é uma doença de evolução bastante rápida nos cães e, cerca de 7 dias após a contaminação, os primeiros sintomas já podem começar a ser notados nos cachorros acometidos. Em muitos casos, a doença se manifesta nos animais de maneira tão agressiva, que as chances de melhora ou cura são praticamente descartadas – já que, quando o diagnóstico é feito, as alterações neurológicas já estão tão avançadas que o tratamento se torna inútil.

No entanto, o nível de agressividade da cinomose em um cão vai depender tanto das regiões afetadas pela doença como do estado em que se encontra o sistema imunológico do cachorro em questão. Animais com a imunidade em níveis adequados, por exemplo, podem chegar a eliminar o vírus sem promover a sua disseminação ou ter sintomas severos da doença – sendo os cães com baixa imunidade os mais prejudicados pelo problema (e os que correm mais riscos de morrer em função da doença).

As áreas ligadas às funções respiratória e digestiva são, na maioria das vezes, as primeiras afetadas pela doença – que, em estágios avançados, chega a alterar o sistema nervoso do animal e provocar quadros irreversíveis, além de sequelas importantes nos casos (raros) em que o animal consegue ser tratado e se recuperar.

Um dos grandes problemas da doença – e que influi muito na piora do quadro do animal infectado – é a variedade de sintomas que ela provoca, dificultando um diagnóstico preciso. Boa parte dos animais que acabam chegando ao óbito, mesmo sendo tratados a partir do surgimento dos primeiros sinais da doença, sofrem por receberem o tratamento errado; que, na maioria das vezes, se concentra em eliminar os sintomas de maneira isolada (já que a origem do problema, até então, é desconhecida).

Ao cuidar de sinais pontuais e sem saber da presença da cinomose, é possível promover uma melhora significativa no animal; no entanto, essa aparente recuperação dura pouco tempo, e os sintomas e consequências da doença ressurgem no animal de maneira ainda mais agressiva.

Independentemente do tipo de tratamento, infelizmente, a cinomose é uma doença que gera uma sobrevida relativamente curta nos animais que conseguem se recuperar e; conforme descrito anteriormente, os cães infectados precisam de medicamentos específicos para ter o máximo de qualidade de vida possível enquanto o mal se espalha.



Como identificar a cinomose no seu pet

Conforme descrito acima, ter o diagnóstico correto é fundamental para que um cão tenha chances de se recuperar da cinomose e poder viver além da doença. Portanto, é essencial que os donos de pets estejam sempre atentos aos principais sinais que ocorrem com o surgimento do problema. Confira, a seguir, uma lista de sintomas comuns aos cachorros infectados pela doença – expostos de maneira crescente, de acordo com a evolução da doença no corpo do animal:
Tosse
Espirros
Febre
Perda de apetite
Apatia (o cão não tem vontade de fazer nada)
Vômitos
Diarreia
Secreções nasais
Secreções oculares (conjuntivite)
Falta de coordenação motora (o cão parece estar “bêbado”, “descadeira”)
Tiques nervosos
Mioclonias (contrações musculares involuntárias)
Convulsões
Paralisia

Vale a pena lembrar que, tanto a evolução de sintomas neurológicos como o surgimento de qualquer tipo de sinal da cinomose varia muito de um caso para o outro e, portanto, não há como prever que tipo de consequências o problema pode causar e nem se a doença irá desencadear sinais perceptíveis até chegar a um nível bastante avançado.

Um dos sinais neurológicos mais característicos da cinomose é a mioclonia – que promove a contração involuntária dos músculos do animal – considerada um sintoma específico da doença e que também pode ocorrer em função de outros problemas causados pelo paramixovírus.

Quando a cinomose chega a afetar o sistema neurológico dos cachorros o quadro já pode ser considerado bem grave, e consequências como meningite, paraplegia e tetraplegia podem ocorrer, assim como um quadro de coma (que, na maioria dos casos, evolui para a morte do animal em pouco tempo). Além destes, sintomas mais variados também podem ocorrer em casos específicos, incluindo abortos e partos prematuros em cadelas, lesões ósseas, alterações no esmalte dentário do cão e infecções diversas.



Conclusão

Devido à agressividade da doença e a facilidade de prevenção não fica nenhuma dúvida em relação ao que deve ser feito: sempre mantenha a vacinação do seu animal em dia e faça visitas frequentes ao médico veterinário.

Alan Calvet é Biólogo com experiência em saúde pública.

sábado, 16 de julho de 2016

Como funciona uma unidade de vigilância em zoonoses !!!




Centro de Zoonoses ou unidade de vigilância em zoonoses é a opção adotada pelo governo para garantir o bem-estar de animais e da população. Agindo no controle das zoonoses (doenças que podem ser transmitidas de animais para seres humanos) e na prevenção de epidemias. Tais unidades de saúde já podem ser encontradas hoje em todos os estados do País. Embora nem todo mundo saiba exatamente como funciona ou qual é o trabalho realizado pelo centro de zoonoses, muitos se sentem mais familiarizados com o tema quando se fala em “carrocinhas”.

Conhecida como a vilã em muitos filmes e desenhos animados onde o protagonista é um animal, as carrocinhas são uma das armas mais eficazes no controle de zoonoses, já que, retirando os bichos acometidos por doenças transmissíveis das ruas, a possibilidade de propagação de problemas pode diminuir consideravelmente.
Mas nem só de carrocinhas vive um centro de controle de zoonoses, e as unidades presentes no País contam com treinamentos, cursos e estágios específicos para os profissionais da área, além de oferecer esclarecimentos e ajudar na educação do público em geral para que o controle da população de animais domésticos e sinantrópicos (como morcegos, pombos,ratos, abelhas e mosquitos, entre outros transmissores de zoonoses) seja feito. Tendo como objetivo principal o de impedir a propagação de zoonoses – doenças que incluem nomes como raiva, leptospirose, toxoplasmose, histoplasmose, leishmaniose e até a dengue – os centros de controle contam, também, com animais para adoção, como cães e gatos.

Os animaizinhos disponíveis nestes locais contam com a vantagem de já estarem devidamente protegidos contra as doenças mais frequentes entre as zoonoses, e podem ser adotados com todas as vacinas necessárias administradas, castrados, vermifugados e com tratamento contra pulgas e carrapatos, além de contarem com identificação por meio de microship, em alguns locais.


Como Atua um centro de controle de zoonoses:

Agindo de maneira a extinguir do País algumas das principais e mais perigosas zoonoses – como raiva e leishmaniose – estes centros de controle também são responsáveis pela vacinação de animais e a educação populacional; direcionada para que a população em geral tenha informações suficientes para saber como se prevenir e evitar a propagação de doenças em animais e pessoas.

Confira, a seguir, algumas das principais responsabilidades dos Centro de Controle de Zoonoses:
Inspeções zoosanitárias: programadas com base nas solicitações da população e de diferentes órgãos públicos, as vistorias zoosanitárias tem o objetivo de averiguar os problemas trazidos pela população animal presente em determinado município. Visando impedir que o contato entre animais e humanos possa gerar riscos e doenças, tais inspeções também verificam denúncias de maus-tratos a animais, alojamento impróprio de pets e falta de higiene, entre outros. Solicitações referentes ao incômodo de vizinhanças pelo barulho excessivo de animais e em relação à infestação de animais sinantrópicos também são atendidas pelos Centros de Controle de Zoonoses, que tem o poder de intimar, notificar e até multar responsáveis de acordo com o caso.
Controle de animais sinantrópicos e peçonhentos: tida como uma das responsabilidades mais importantes dos centros, o controle de animais sinantrópicos e peçonhentos age para impedir a propagação das muitas zoonoses que podem ser transmitidas por este grupo de animais – onde se encaixam ratos, baratas, pombos, moscas, mosquitos, cobras, morcegos, pulgas, aranhas e escorpiões, entre outros.
Vacinação antirrábica: direcionadas para cães e gatos, a vacinação impede que a raiva seja contraída pelos animais, ajudando a controlar esta perigosa doença que, felizmente, já é quase erradicada no País.
Castração: também voltado para a população de cães e gatos dos municípios específicos, o projeto de castração impede a geração de uma superpopulação de animais – evitando problemas que ocorrem em função do grande número de animais, como o abandono deles e a propagação de doenças das mais variadas.
Recolhimento de animais: é aqui onde a atuação das famosas “carrocinhas” ocorrem, recolhendo animais abandonados das ruas, evitando acidentes (provocados, na maior parte das vezes, por animais que permanecem em pistas de estradas) e a propagação de doenças. Determinados municípios recolhem tipos e portes específicos de animais; no entanto, neste grupo pode haver desde cachorros até cavalos e bois.
Controle de dengue: neste tipo de projeto, são identificados os locais com uma propensão maior para o surgimento do mosquito transmissor (que são visitados quinzenalmente para avaliação) e são feitas visitas a casas de moradores, com o objetivo de averiguar a presença de condições para o desenvolvimento do problema e eliminar possíveis criadouros. Além disso, esse tipo de ação também atua na propagação de informações sobre o controle do mosquito Aedes aegypti, fornecendo dados sobre que tipo de conduta seguir para evitar a proliferação da dengue.
Verificação de reclamações: o Centro de Controle de Zoonoses é responsável por verificar todo tipo de reclamação que tenha relação direta com animais, buscando alternativas para solucionar problemas no município.
Acompanhamento de acidentes por maus-tratos: é dever do centro acompanhar o desenrolar de todo tipo de acidente ou denúncia de maus-tratos aos animais.
Monitoramento de Zoonoses: o monitoramento das doenças consideradas zoonoses é feito constantemente para que o controle de tais problemas seja possível e executado com eficiência.
Educação: a atuação dos centros de zoonose busca informar a população sobre as principais doenças, métodos de prevenção e tratamento – além de, em muitos casos, contar com cursos e treinamentos especiais para quem deseja saber mais, ou mesmo, atuar nesse segmento preventivo da saúde.



O que são as zoonoses?



Conforme explicado anteriormente, as zoonoses são todas as doenças que podem ser transmitidas aos animais vertebrados e aos homens, podendo contar com agentes de diversas origens e, inclusive, serem transmitidas por meio contato direto entre homem e animal. Conheça, a seguir, algumas das zoonoses mais conhecidas e temidas:
Raiva Transmitida pela mordedura de um animal raivoso, a doença, quando não tratada, pode levar a pessoa ao coma e até ao óbito. A transmissão da doença por cães já é praticamente erradicada nas regiões Sul e Sudeste, e há a previsão de sua eliminação completa ainda nesta década.


Leishmaniose O mosquito chamado de Lutzomia Longipalpis é o seu principal agente, e se reproduz com facilidade em locais com acúmulo de sujeira, lixo e matas. Nos humanos, a doença causa uma série de sintomas de mal-estar, podendo gerar lesões em diferentes regiões do corpo, de acordo com o seu tipo específico.


Leptospirose Animais roedores e carnívoros são os principais agentes da doença, transmitida pelo contato direto com a urina do animal infectado ou água que contaminada. Pode causa uma infecção aguda, complicações renais e até meningite.


Com todos esses fatos em mente, lembre-se: quais comportamentos estranhos que forem observados em seu animal e que puderem estar indicando algo errado com a saúde dele, não hesite em consultar um médico veterinário.





Link deste artigo: http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/centro-zoonoses/


Fonte: CachorroGato @ http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/centro-zoonoses/

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Por que os cachorros lambem?



Consultor biólogo Alan Calvet CRbio: 107.266





Quando seu cãozinho te da aquela super lambida, você é daqueles que acha fofo e fica brincando com ele ou é daqueles que acha nojento e evita esses lambeijos? Independente de qual seja sua preferência, se você divide sua vida com um peludo, provavelmente já se acostumou com essas lambidas. Mas afinal, por que os cachorros lambem tanto? E por que alguns cães tem o hábito de lamber mais que outros?
As duas principais motivações para nossos pequenos terem esse hábito são: Questões Comportamental e Médicas.
Na maior parte das vezes o ato de lamber é um comportamento completamente normal, e você não precisa se preocupar.
Mas alguns casos este pode ser um sinal de algo não está certo com a saúde mental ou física do seu cão. Como saber se você deve ou não procurar ajuda de um profissional veterinário? Nós listamos alguns pontos abaixo para que você consiga analisar melhor a situação do seu amiguinho.
Por que os cachorros lambem humanos?



Causas comportamentais relacionadas a lambidas estão diretamente relacionadas ao fato de que cães são animais de matilha. Ou seja, eles são acostumados, por natureza, a interagir entre eles. Alguns dos motivos dessas lambidas entre cães de uma matilha são:
Comunicação: Principalmente em casos de relação entre mães e filhotes;
Submissão: Quando um cão lambe outro;
Adoração: Quando um cão lambe ou se “esfrega” no rosto ou orelha de outro cão

Estes são alguns motivos pelos quais cães tem o hábito de lamber uns aos outros em sua matilha. Este comportamento se mantém até hoje e alguns peludos o transferem para seus donos, tratando-os como se fossem membros de sua matilha ou seus “pais”.

Claro que esses não são os únicos motivos para você receber uma bela lambida do seu peludo, existem várias outras motivações, como por exemplo o suor que transpiramos e outros motivos.
Por que os cachorros lambem eles mesmos?



A maior causa dos cães se lamberem estão relacionadas a lesões na pele, como machucados ou feridas. Além deste, que é o principal motivo, listamos também algumas outras possíveis razões pelas quais seu animalzinho se lambe.
Feridas: Cães lambem feridas por instinto. Mas, dependendo da ferida, isso pode acarretar uma possível doença secundária, trazendo uma infecção. Caso a ferida do seu peludo seja muito profunda ou esteja com bastante secreção, é válido considerar colocar um colar elizabetano (abajur) para evitar que ele fique o tempo todo se lambendo e aumentando a probabilidade de contrair uma segunda doença.


Pulgas: Não menospreze essas pequeninas! Um cão exposto as pulgas, além de causar coceira excessiva, desenvolve o hábito de lamber as feridas causadas por essas coceiras. Se seu cachorro costuma lamber a origem de sua cauda (onde a cauda se liga ao corpo), é bem provável que ele seja alérgico a pulgas. Faça um favor a você mesmo e ao seu pet e fique sempre atento às pulgas.


Estresse: Outra razão muito comum para os cães se lamberem é o estresse ou tédio do dia a dia. Principalmente quando o cachorro tem o hábito de lamber as próprias patas. Este é um sinal claro de que seu pet está estressado ou entediado e precisa ser estimulado física e mentalmente.


Dermatites: Um cão pode ter uma inflamação de pele por diversos motivos, como questões relacionadas ao seu quadro hormonal, alergia a certos alimentos, irritações não alérgicas, entre outros. Uma boa maneira para você examinar rapidamente seu pet é ver se sua pele parece estar irritada/vermelha ou se ele tem alguma falha na sua pelagem.



Se a situação do seu pet não é médica ou comportamental, qual a razão para ele ficar se lambendo? Cães, em geral, são animais limpos e vão, frequentemente, se limpar depois que saem em um ambiente externo.

Lembre-se sempre de que cada pet tem suas caraterísticas específicas e que cada um pode reagir de um jeito diferente a um mesmo estímulo. Se seu peludo for um “lambedor” obsessivo, procure um profissional veterinário para garantir que esteja tudo bem com a saúde do seu amiguinho.

http://blog.petanjo.com/

Cuidados ao dar banho no seu cachorro !!



Como todos nós sabemos, hoje nossos cachorrinhos dividem os mesmos espaços que estamos acostumados a ficar em casa, como sofás e até em nossas camas! Esse tipo de tratamento foi evoluindo ao longo do tempo, cada vez mais eles se tornaram membros de nossa família e sempre queremos vê-los confortáveis e felizes não é mesmo?

Com isso, temos uma tarefa muito importante: manter a higiene de nosso peludinho, afinal, um cachorro cheiroso recebe muito mais carinho! Vamos citar alguns pontos e dicas importantes para você manter seu cachorro sempre limpinho cheiroso, veja abaixo:

Quantas vezes devo dar banho em meu cachorro?

A frequência de banhos depende sempre de qual a pelagem do cachorro e como é sua convivência. Os cachorrinhos que vivem dentro de casa e sobem nos sofás e camas, precisam de uma atenção semanal, por exemplo.

O ideal é sempre dar um banho entre uma semana a quinze dias de intervalo entre eles. Se seu cachorrinho passeia muito ou fica bastante no quintal, provavelmente se sujará mais.

Quais cuidados devo tomar ao dar banho em meu cachorro?
Evitar banho a cachorros com menos de 4 meses, salvo indicação contrária do veterinário;
Utilizar água morna (30/35º);
Proteger os ouvidos com algodão;
Evitar que o shampoo ente nos olhos do animal;
Nunca utilize shampoo de uso humano, uma vez que o PH da pele do cão é diferente do nosso.


Porque devo dar banho em meu cachorro?

São vários os motivos que você deve dar banho regularmente em seu cachorro, alguns deles são:


Mantém a pele e pelagem saudável

Banhos regulares mantém os pelos e pele de seu cachorro limpa, renovada e saudável. O processo de ensaboar e escovar remove resíduos de pelos e peles que já estão mortas, providenciando um maior respiro da pele de seu cachorro.



Reduz a queda de pelos

Imagine o quão bom seria se seu cachorro não soltasse tanto pelo? Uma grande quantidade de pelo é removida no momento da escovação após o banho.



Ajuda no bem estar do animal

Além de deixa-lo bonitinho, o banho ajuda no bem-estar e no comportamento do seu cachorro. É comprovado que eles se sentem muito mais felizes após um banho, além disso, ele ajuda a prevenir diversas infecções!






Onde dou banho, no pet shop ou em casa?



Bom, isso depende de como seu cachorrinho lida com o banho, mas é sempre importante lembrar que o banho precisa ser uma experiência prazerosa para seu cachorrinho e muitos deles, por falta de hábito, costume, ou até por exigências veterinárias ou problemas de saúde, acabam se estressando muito ao sair de casa para tomar banho em um Pet Shop.

Se você reparar que seu cachorrinho sempre volta muito cansado ou estressado de um banho, a melhor opção é dar banho em casa!

Quais os benefícios de dar banho no meu cachorro em casa?

Seu cachorro fica muito menos estressado
Não existe o trabalho de locomoção do animalzinho
O cachorro não fica esperando sozinho para tomar banho no Pet Shop
Pode ser feito qualquer dia na semana
Para cães idosos e filhotes é muito mais seguro e confortável
Você pode acompanhar o banho todinho para deixa-lo mais tranquilo

http://blog.petanjo.com/


quarta-feira, 9 de março de 2016

os cães vira-lata ainda não são compreendidos por muitos!!



Com a prática da adoção em foco, os cães vira-lata foram colocados no centro de debates que envolvem desde o abandono de animais até a posse responsável de pets; passando pela notável tendência que muitos ainda têm pela compra de cachorros considerados “de raça” ou pedigree.


No entanto, mesmo estando no foco de discussões acaloradas sobre adoção, preferência por raças e abandono, os cães vira-lata ainda não são compreendidos por muitos – sendo considerados como participantes dessa ‘classificação’ específica em função de razões muito mais culturais do que, de fato, físicas.


Também chamados pela sigla SRD (que indica que o animal é Sem Raça Definida), os vira-latas podem ser definidos como cachorros que não são originários do cruzamento de uma única raça – sendo, portanto, produto da mistura entre os mais diferentes tipos, portes, pedigree e estilos de cães.


Em função disso, o grupo dos vira-latas acaba sendo bastante extenso; já que destaca e engloba todo tipo de cachorro cuja raça não possa ser definida com certeza e que tenha origem mestiça. No entanto, o que faz com que esse termo seja amplamente aplicado à diferentes animais nos dias de hoje não tem uma relação grande com raças; mas, sim, com o abandono.


Com isso, boa parte dos animais que vivem nas ruas – independentemente da origem ou pedigree – acabam sendo classificados como vira-latas, ganhando esse nome em função de sua condição de vida, e não por causa de sua condição mestiça. Levando em conta que o termo também já é usado, há tempos, para definir condições e características humanas (geralmente, de uma forma pejorativa), se torna ainda mais difícil o esclarecimento das pessoas em relação ao real significado da definição de ‘vira-lata’ – mantendo estes animais, ainda, no centro de uma série de debates.


Levando para o lado de saúde pública poderia acrescentar aquí que esses animais também chamados de errantes por não possuir domicílio próprio,ou seja,uma lar,uma moradia definitiva e um proprietário,eles são mais vulneráveis a doenças nas quais passam a ser hospedeiros em potencial,como o calazar canino que também é uma zoonoses,portanto,acaba sendo parte do ciclo de transmissão que o homem também faz parte e que o vilão de tudo é o mosquito vetor da doença. Por mais que você tenha cuidados com seu animal domiciliado fica evidente que também está susceptível a doenças como esta, pela simples existência dos hospedeiros que são os cães de rua,onde o mosquito se alimenta do sangue deles e esse mesmo mosquito pode sobrevoar sua casa e se alimentar do sangue de seu cão domiciliado,portanto,urge a necessidade de darmos um lar e cuidar com carinho de nossos cães vira-latas,adote um!!!


Adaptado:Prof. Alan Calvet,Biólogo e http://www.cachorrogato.com.br/

sábado, 14 de novembro de 2015

Cães,as maiores vítimas do calazar




A Leishmaniose Visceral, também conhecida como calazar, é uma doença de grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose de alta letalidade. É transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito-palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano, visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Leishmaniose Visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.

Atitudes simples, como a limpeza de quintais com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, por exemplo, ajudam a combater a doença, uma vez que o mosquito que a transmite ao cão e ao homem coloca os ovos em locais ricos em matéria orgânica. Donos de cães também devem utilizar medidas que diminuam o risco de o cão se infectar, como, por exemplo, o uso da coleira impregnada de deltametrina a 4%, recomendada pela OMS como forma de controle da doença.

SINTOMATOLOGIA NO CÃO: O cão suspeito de calazar apresenta dentre outros sinais e sintomas: queda de pelo generalizada e progressiva,feridas na borda da orelha e fucinho,unhas grandes,secreção nos olhos,dilatação do abdômen...é importante que se diga,que o cão pode está assintomático e apresentar o protozoário causador na corrente sanguínea.

P. Alan Calvet,CRbio 107.266/05-D